Abel Braga corrige falha defensiva e supera aproveitamento de Coudet no Inter
PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) – Abel Braga reverteu totalmente o cenário que tinha em sua chegada ao Internacional. Antes criticado, sob a sombra de Eduardo Coudet, que deixou o clube para trabalhar no espanhol Celta de Vigo, o experiente comandante precisou de tempo para embalar. Mas conseguiu. Tanto que, após nove jogos à frente do clube…

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) – Abel Braga reverteu totalmente o cenário que tinha em sua chegada ao Internacional. Antes criticado, sob a sombra de Eduardo Coudet, que deixou o clube para trabalhar no espanhol Celta de Vigo, o experiente comandante precisou de tempo para embalar. Mas conseguiu.
Tanto que, após nove jogos à frente do clube colorado neste Campeonato Brasileiro, já superou o aproveitamento do argentino na competição e ainda corrigiu um problema crônico que a equipe apresentou em 2020: a bola aérea na defesa.
O peso negativo das eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores é inevitável. Mas, na competição de pontos corridos, a atual comissão técnica atingiu estabilidade e recolocou o time na disputa pelo título do Nacional, agora com 53 pontos, a três do líder São Paulo.
Considerando todo período de gestão da atual comissão técnica, são nove jogos, com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas, totalizando aproveitamento de 63% em jogos no Brasileiro. Foram 12 gols anotados (média de 1,3 por jogo) e sete sofridos (0,7 por partida).
Tirando da lista os jogos em que Abel esteve afastado em razão da Covid-19, foram cinco vitórias e uma derrota, em seis partidas, gerando aproveitamento de 83%, além de nove gols a favor (1,5 por jogo) e quatro sofridos (0,6).
Com Eduardo Coudet no Brasileiro foram 20 jogos, com dez vitórias, seis empates e quatro derrotas, aproveitamento de 60%. Comandado pelo argentino, o time colorado fez 32 gols (média de 1,6) e sofreu 16 (média de 0,8).
Abel Braga focou suas atenções, desde o início, em um problema crônico do time: a bola aérea. Sob comando de Coudet, praticamente a metade dos gols sofridos ocorriam deste jeito. E tem dado resultado.
Conforme apurou a reportagem, o treinador costuma dar atenção especial a este tipo de jogada, principalmente na fase defensiva. Abel repete movimentações, cobra evoluções e tem conquistado resultado.
Mantendo o recorte apenas no Brasileiro, com a atual comissão técnica ocorreram apenas dois gols de bola aérea, contra Botafogo e Atlético-MG. Houve ainda dois gols de cruzamento em que a bola entrou direto, sem tocar em ninguém, o que não configura este tipo de jogada foram o gol olímpico de Lucca, do Fluminense, e o gol de falta de Ivonei, pelo Santos. Desta forma, dois em sete gols ocorreram por cima.
Contra o Goiás, por exemplo, o Inter enfrentou um rival cuja bola aérea era principal capacidade. Repleto de jogadores altos, com dois centroavantes de imposição Fernandão e Rafael Moura o time visitante não conseguiu vencer o clube colorado neste quesito.
“Já tínhamos treinado, e treinamos até mais dessa vez. Eu treinei mesmo mais a defensiva, porque nós queríamos fazer mais uma jogada curta. O time deles tinha cinco ou seis jogadores acima de 1,85 m. Por isso, os times tentam pouca jogada aérea contra eles [Goiás]”, disse Abel.
O treinador prepara agora sua equipe para receber o Fortaleza no próximo domingo (17), no Beira-Rio.
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