Fachin dá 15 dias para PGR se manifestar sobre indiciamento de Vorcaro no caso Master

Relatório da Polícia Federal aponta prejuízo de cerca de R$ 2,7 bilhões ao BRB; defesa do ex-banqueiro contesta as conclusões

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Ministro Edson Fachin, do STF
Ministro Edson Fachin, do STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório em que a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por supostas fraudes envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

Fachin é o relator do caso Master no STF. Ele também deu o mesmo prazo para a PGR opinar sobre o pedido da PF de prorrogar a investigação por mais 60 dias.

O que diz a Polícia Federal

O relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero foi concluído na semana passada. Segundo a PF, Vorcaro teria tido “participação pessoal, reiterada e diretiva” em operações com carteiras de crédito irregulares do Banco Master que causaram prejuízo ao BRB.

Os investigadores estimam o prejuízo já apurado em cerca de R$ 2,7 bilhões. De acordo com a PF, parte das perdas viria de carteiras de crédito inexistentes em nome da Tirreno, apontada pelos investigadores como empresa de fachada operada pelo Master.

O que diz a defesa

A defesa de Vorcaro criticou o indiciamento e afirmou que a PF se “limita a repetir a mesma narrativa”. Segundo os advogados, o negócio com as carteiras da Tirreno não foi concluído, os ativos foram substituídos e as operações entre o Master e o BRB teriam gerado resultados positivos para o banco de Brasília. A defesa também afirma que nenhuma perícia oficial apurou prejuízo.

Vorcaro está preso desde março e custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. A PGR é quem decide se apresenta denúncia ao STF.

Com informações da Agência Brasil.

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