Adeus de entidades decreta fim de fundo de microcrédito em São José

Fundo foi criado em 1998 pelo ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB)

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Convênio com Estado é opção para conseguir microempréstimos em São José

Divulgação/PMSJC

O Faej (Fundo de Apoio ao Empreendedor Joseense), que administrou, desde 1998, a liberação dos microdréditos oferecidos pelo BEJ (Banco do Empreendedor Joseense) está, atualmente, sem função, e, ao que tudo indica, encerrou de vez as atividades.

Além da Prefeitura de São José dos Campos, o fundo ainda era composto pela ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), Ciesp São José e Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

Por meio de nota, a ACI oficializou sua desfiliação associativa, que ocorreu nesta última quarta-feira (8) após reunião da diretoria. De acordo com a publicação a associação entende que “no atual cenário econômico, devido a outras ofertas de microcrédito com custos mais vantajosos existentes no mercado, essa atividade não mais integra o rol de competências de nossa entidade”.

A Univap também oficializou a sua saída do grupo. A desfiliação aconteceu, de acordo com a assessoria de imprensa da universidade, também na última segunda-feira. O Ciesp não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Histórico

O Faej foi criado pelo ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB), para estimular a política de microcréditos na cidade. A ideia prosperou até o ano de 2011, quando o Banco do Povo, projeto inspirado na proposta joseense e que oferece taxas de juros mais baixas.

Com isso, o BEJ ficou obsoleto e, de acordo com a prefeitura, acabou desaparecendo por completo quando a administração se conveniou ao Governo do Estado e, os usuários foram transferidos para o programa estadual.

Para o secretário de Inovação e Desenvolvimento, Alberto ‘Mano’ Marques, o convênio foi retomado em agosto deste ano após ter sido cancelado em 2016.

“Atualmente São José conta com uma verba de R$ 840 mil para microcréditos por meio do Banco do Povo, cujos juros são de 0,35% ao mês. O importante, não importando de qual programa seja a verba, é que a população conte com um programa desta natureza”, diz.

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