Aviação brasileira em 360º: Entenda como a área tem se desenvolvido
Melhoria na infraestrutura dos aeroportos e investimentos em tecnologia têm ajudado a aviação brasileira a se desenvolver.


Entre os anos de 2000 e 2010, a população brasileira passou a utilizar muito mais esse modal de transporte.
Foto: Divulgação
Não é novidade para nenhum brasileiro dizer que foi Santos Dumont, um mineiro, quem inventou o primeiro protótipo da aviação mundial. E desde que foi criado, o revolucionário meio de transporte já ganhou inúmeros novos modelos, mais tecnológicos e seguros.
Pode-se dizer que, entre os anos de 2000 e 2010, a população brasileira passou a utilizar muito mais esse modal de transporte. Recentemente, com o encarecimento das passagens aéreas, companhias de ônibus como a Cometa, que cruzam o país, passaram a ter mais lucratividade, justamente porque o número de passageiros aumentou.
Apesar do bom momento para as empresas de ônibus, as companhias de transporte aéreo voltam a demonstrar otimismo em relação ao aumento do número de passageiros. E, além do investimento nos aeroportos e em outros serviços, para maior conforto dos passageiros, o setor tem desenvolvido novas aeronaves.
Melhoria da infraestrutura dos aeroportos
Nenhum brasileiro esquece o que foi o 7 a 1 para a Alemanha. Aliás, o acontecimento nem parece tão distante assim, mas a Copa do Mundo realizada no Brasil já aconteceu há 6 anos.
E quem não se lembra de que os governos brasileiros anunciaram que, para receber os grandes eventos esportivos mundiais, os investimentos nos aeroportos aumentariam? A chegada da Copa do Mundo e, posteriormente, das Olimpíadas do Rio de Janeiro, no entanto, não significaram melhoria imediata dos serviços.
Apesar disso, houve ampliações significativas em aeroportos que já tinham um volume grande de pousos e decolagens, como o de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Regiões do nordeste brasileiro também entraram na lista dos investimentos em infraestrutura.
Os passageiros passaram a contar com padrões internacionais nos aeroportos, com áreas de check-in e embarque completamente automatizadas. Despachos de bagagem e esteiras de retirada das malas também foram atualizadas.
Esteiras rolantes, para chegar aos diversos portões de embarque, também foram instaladas nos maiores aeroportos do Brasil, como o Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Não há uma estatística precisa sobre se a melhoria na infraestrutura de fato aumentou a compra de passagens aéreas, por exemplo. De forma geral, no entanto, sabe-se que, quando os serviços são melhores, as pessoas tendem a consumi-los mais frequentemente. Ademais, segundo a Agência Nacional de Avião (ANAC), em 2018, foram quase 320 milhões de passageiros transportados por aviões.
Dessa forma, pode-se dizer que as melhorias incentivaram a compra de passagens aéreas, mas de forma tímida. Pessoas que antes não pegavam avião para pequenas distâncias, como São Paulo a Campinas, ou Bauru a Campinas, por exemplo, podem ter se decidido pelo modal aéreo justamente por causa das melhores funcionalidades dos aeroportos.
No entanto, sabe-se concretamente que, por causa do aumento de preços das passagens e do congelamento dos salários por causa da crise econômica, os brasileiros têm optado por viagens rodoviárias.
Desenvolvimento de tecnologia
Pode-se dizer que o setor aéreo brasileiro investe desproporcionalmente ao fluxo de passageiros. Ou seja, se o número de passageiros tem se mantido estável nos últimos anos, por causa da crise econômica, os investimentos no setor têm crescido de maneira exponencial.
E não se trata apenas de investimento para a construção de novos aviões, falamos também da implementação de tecnologias, como softwares, que garantem mais integração e fluidez de negócio.
Nos últimos anos, institutos e faculdades de engenharia aeronáutica têm recebido maiores investimentos, o que lhes permite uma maior expansão dos estudos e do desenvolvimento de tecnologias.
No interior de São Paulo, por exemplo, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) recebeu quase R$ 50 milhões para expandir suas áreas de pesquisa e formação de engenheiros. A longo prazo, esses investimentos revertem em mão de obra mais técnica e qualificada, resultando em produção autossuficiente de peças e mesmo aviões completos.
Outro fator que ajuda no constante desenvolvimento da aviação brasileira é a implementação de softwares de inteligência artificial. Eles ajudam a deixar o processo de produção de manufaturas mais integrado e eficaz, o que ajuda a reduzir os custos.
O setor também tem implementado suporte digitalizado ao cliente, desde a compra da passagem até os momentos posteriores ao desembarque. Isso também ajuda a dar uma maior celeridade ao processo, além de facilitar o relacionamento dos consumidores com as companhias aéreas.
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