Bolsas em NY fecham pressionadas por petróleo

As bolsas em Nova York fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, 4, com os investidores focados na contínua queda dos preços do petróleo, já que a temporada de balanços nos EUA está terminando e a agenda de indicadores econômicos era fraca. Um corte nas projeções da Comissão Europeia para o crescimento da economia da zona do euro…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As bolsas em Nova York fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, 4, com os investidores focados na contínua queda dos preços do petróleo, já que a temporada de balanços nos EUA está terminando e a agenda de indicadores econômicos era fraca. Um corte nas projeções da Comissão Europeia para o crescimento da economia da zona do euro também pesou em Wall Street.

O contrato de petróleo para dezembro negociado na Nymex fechou em queda de 2,02%, a US$ 77,19 por barril, o fechamento mais baixo desde outubro de 2011. Ontem a Arábia Saudita informou que reduziu o valor do petróleo que vende para os EUA, o que sugere que os países produtores estão dispostos a lidar com preços mais baixos em troca de manter participação no mercado.

O setor de energia do índice S&P 500 caiu 2,1%, com destaque para Chevron (1,21%) e ExxonMobil (-0,78%). O índice S&P 500 teve queda de 5,71 pontos (0,28%), para 2.012,10 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 15,27 pontos (0,33%), para 4.623,64 pontos, e o Dow Jones subiu 17,60 pontos (0,10%), para 17.383,84 pontos.

Analistas e investidores também aguardavam o resultado das eleições parlamentares de meio de mandato nos EUA. Segundo Christian O’Brien, operador da Raymond James, seus clientes planejam alterar suas carteiras de ações do setor de saúde depois das eleições, pois isso pode mudar as expectativas para as políticas do setor.

“Nós tivemos um rali muito forte”, comentou Colin Cieszynski, analista da CMC Markets, lembrando que o avanço expressivo dos índices de ações de Nova York é uma das razões para o ajuste observado recentemente. “Agora os mercados estão cansados (…) Os balanços vieram bons no geral, mas houve algumas decepções grandes”, acrescentou.

As ações do site chinês Alibaba negociadas em Nova York subiram 4,19%, depois de a empresa anunciar um aumento de 54% na receita no terceiro trimestre. Esse foi o primeiro balanço da empresa como uma companhia aberta.

Projeções para a economia da zona do euro divulgadas pelo braço executivo da União Europeia ajudaram a pressionar as bolsas norte-americanas. A Comissão Europeia reduziu de 1,2% para 0,8% a estimativa de expansão da zona do euro neste ano. Para 2015, a previsão é de expansão de 1,1%, menor que o avanço de 1,7% estimado anteriormente. As projeções de inflação no bloco também foram reduzidas, de 0,8% para 0,5% neste ano e de 1,2% para 0,8% em 2015. Fonte: Dow Jones Newswires.

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