BR Vias questiona BTG em crédito de R$ 80 milhões
Entre os diversos créditos dados em garantia ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pelo BTG Pactual estava um negócio feito com a empresa BR Vias e a Triunfo Participações que virou caso de Justiça. O BTG cobra cerca de R$ 80 milhões que deveriam ter sido pagos pela BRVias. Mas a BRVias rebateu, dizendo que não devia nenhum centavo. Isso porque…

Entre os diversos créditos dados em garantia ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pelo BTG Pactual estava um negócio feito com a empresa BR Vias e a Triunfo Participações que virou caso de Justiça. O BTG cobra cerca de R$ 80 milhões que deveriam ter sido pagos pela BRVias. Mas a BRVias rebateu, dizendo que não devia nenhum centavo. Isso porque teria sido usada apenas como “empresa de passagem”, já que o empréstimo tinha destino final na Transbrasiliana, companhia que lhe pertencia e que foi comprada pela Triunfo Participações.
Segundo alega a BR Vias na Justiça, a Transbrasiliana, empresa responsável pelo trecho paulista da BR-153, precisava de capital de giro para fazer frente a despesas operacionais, mas não tinha mais limite de crédito, por uma limitação imposta pelo financiamento do BNDES. Nessa época, a empresa já estava sendo vendida e o assessor financeiro era o BTG, que estava disposto a dar o crédito. A solução encontrada foi o banco entregar o dinheiro à BRVias que, minutos depois, repassou à Transbrasiliana.
O problema começou quando a dívida venceu e a Transbrasiliana, já nas mãos da Triunfo, não pagou. O entendimento era de que esse pagamento estaria condicionado à liberação por parte do BNDES de uma nova tranche de financiamento. Como o BNDES não concedeu ainda o empréstimo, a Transbrasiliana não pagou. Por efeito dominó, a BRVias também não pagou o BTG.
O banco foi o assessor financeiro tanto da BRVias quanto da Triunfo na negociação de compra e venda da Transbrasiliana. A instituição chegou a fazer um aditivo no início de 2015, prorrogando a dívida. Mas, no fim do ano, quando ela foi dada em garantia ao FGC, a situação mudou e a cobrança passou a ser feita.
A BRVias, assessorada pelo escritório Lehmann, Warde & Monteiro de Castro Advogados, entrou na briga em duas frentes. Em uma delas, protestou a dívida contra a Transbrasiliana e, em outra, pediu a suspensão da cobrança pelo BTG.
Por enquanto, várias liminares foram concedidas, o que na prática deixou o caso no zero a zero. Isso porque tanto a Transbrasiliana quanto a BRVias depositaram em juízo um seguro que vai cobrir os custos em caso de perderem a ação.
Procurados, os advogados da BRVias, o BTG Pactual e a Triunfo Participações não quiseram comentar. Na semana passada, a BRVias notificou o FGC sobre a disputa, mas o crédito já não está mais na carteira do fundo e voltou ao BTG depois do pré-pagamento realizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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