Moraes ligou 6 vezes para Galípolo: entenda a polêmica do Banco Master
Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo mantiveram contatos sobre Banco Master

A relação institucional entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Central (BC) entrou no centro das atenções após a revelação de uma série de contatos frequentes entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. Relatos indicam que, em um único dia, o magistrado teria acionado o chefe do BC por telefone em seis ocasiões distintas para tratar de temas sensíveis ao sistema financeiro.
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O pano de fundo desses contatos envolve dois eixos principais: o processo de tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e a situação pessoal do ministro diante de restrições internacionais.
As conversas ocorreram em um período crítico para o Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 devido a suspeitas de fraudes estruturais. Informações de bastidores sugerem que o ministro teria demonstrado interesse no andamento da compra da instituição pelo BRB, chegando a ecoar argumentos da defesa do banco privado sobre a resistência de concorrentes no mercado.
O cenário é acompanhado de perto pela opinião pública devido à existência de contratos de prestação de serviços jurídicos entre o escritório da esposa do ministro e a referida instituição financeira, acordo este que foi interrompido logo após a intervenção do BC.
Sanções Internacionais e a Lei Magnitsky
Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes apresentou uma justificativa oficial para a frequência dos contatos. Segundo sua assessoria, os diálogos com Galípolo — estendidos também a presidentes de bancos privados e do Banco do Brasil — tiveram como foco as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele pelo governo dos Estados Unidos.
As sanções americanas podem isolar indivíduos do sistema financeiro global, bloqueando o uso de cartões de crédito e a manutenção de contas correntes. Moraes afirma que as reuniões foram técnicas e focadas exclusivamente em garantir que ele pudesse manter movimentações bancárias básicas e essenciais no Brasil, sem qualquer interferência em processos de regulação de bancos sob investigação.
Transparência e Agenda
O episódio levanta discussões sobre a transparência em agendas de autoridades de alto escalão. Embora o Banco Central tenha confirmado o teor das conversas focado nas sanções, a ausência de registros detalhados em alguns desses encontros e a insistência dos contatos telefônicos mantêm a pressão sobre o entendimento dos limites éticos e institucionais entre o Judiciário e o setor regulador financeiro.
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