Prova de salto elimina candidato com nanismo em concurso para delegado em MG

Caso levanta debate sobre critérios para candidatos com deficiência

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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O candidato Matheus Menezes Matos, de 25 anos, foi desclassificado do concurso público para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais após não conseguir cumprir uma das etapas do Teste de Aptidão Física (TAF). O caso gerou debate sobre a adequação dos critérios aplicados a candidatos com deficiência.

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Matheus havia sido aprovado nas fases teóricas do concurso, incluindo provas objetiva, dissertativa e oral, além dos exames biomédicos. No entanto, acabou reprovado nos exames biofísicos após não atingir a marca mínima exigida na prova de impulsão horizontal, que previa um salto de 1,65 metro.

A situação foi questionada pela Instituição Nacional de Nanismo, que afirmou, em nota divulgada também nas redes sociais do candidato, que a exigência do salto não seria compatível com a condição física de pessoas com nanismo. Segundo a entidade, em casos de candidatos com deficiência, os testes físicos deveriam considerar avaliações individualizadas e, quando necessário, adotar critérios diferenciados ou substituir determinadas provas.

Em nota oficial, a Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Academia de Polícia Civil (Acadepol) e em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, informou que o edital previa 54 vagas para o cargo de delegado substituto, sendo 10% reservadas a candidatos com deficiência.

Ainda segundo a corporação, os testes físicos fazem parte das exigências previstas na legislação da carreira policial. A instituição afirma que a avaliação da aptidão física é necessária para as atividades do cargo, que podem incluir perseguições, superação de obstáculos e participação em operações policiais que exigem agilidade, mobilidade e resistência.

Após a divulgação do caso, a defesa de Matheus também publicou uma nota afirmando que o candidato e sua família passaram a receber comentários ofensivos e ataques nas redes sociais. Os advogados ressaltaram que o debate público é legítimo, mas deve ocorrer com respeito à dignidade e dentro dos limites da lei.

O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu discussões sobre inclusão, critérios de avaliação em concursos públicos e a adaptação de provas para candidatos com deficiência.

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