Comissões não atuam e Câmara de São José segue sem votar projetos

A sessão da Câmara Municipal de São José dos Campos teve nesta quinta-feira (17) um início agitado

Escrito por: Eduardo Pandeló3 min de leitura
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Vereadores vão até as grades da Câmara apoiar manifestantes

Carol Matos/Meon

A sessão da Câmara Municipal de São José dos Campos teve nesta quinta-feira (17) um início agitado. Do lado de fora do plenário, centenas de pessoas em passeata contra a corrupção foram até a sede do Legislativo Municipal para cobrar dos vereadores joseenses um posicionamento sobre o impeachment da presidente Dilma, a posse de Lula como Ministro da Casa Civil e o combate à corrupção.

O presidente da Câmara, Shakespeare Carvalho (PRB), acompanhado de mais alguns vereadores, foi até o local para conversar com os manifestantes.

Do lado de dentro tivemos mais uma sessão de Câmara sem votação de projetos, isso porque novamente os vereadores que compõem as comissões permanentes da Casa não apreciaram o projeto que institui em São José dos Campos o Sistema Municipal de Cultura.

A proposta de autoria do Poder Executivo continua sem receber o parecer das comissões e por isso segue travando a pauta de votações. Como o projeto corre em rito urgente, nenhum dos outros 15 processos que compunham a pauta pode ser votado.

A pauta da sessão desta quinta-feira reunia seis projetos em rito urgente, que ficam parados até que também recebam pareceres e possam ser votados. Entre os processos, estão a doação de uma área à Obra Social e Assistencial Padre Bonafé, o projeto do Plano de Carreira da Guarda Civil Municipal que institui o novo plano de carreira, a permissão de uso de duas áreas do município para a Sabesp e uma autorização para que o serviço de transporte público urbano coletivo de passageiros também possa ser feito pelo sistema de lotação em veículo tipo Kombi.

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Nas galerias da Câmara, muitos cartazes e muito barulho

Eduardo Pandeló/Meon

Todos os projetos retornam para votação nas próximas semanas.
Sem votação, os vereadores utilizaram a tribuna para abordar assuntos relativos à política nacional e, mais uma vez, a troca de farpas entre os vereadores de oposição e dos que apóiam o governo da presidente Dilma foi a tônica dos discursos, mas desta vez sem maiores incidentes.

O vereador Shakespeare Carvalho (PRB) criticou a presença nas galerias de funcionários comissionados da prefeitura. “Funcionários da prefeitura que recebem salário e vêm aqui se manifestar para defender o PT” disse.

A vereadora Amélia Naomi saiu em defesa do grupo. “São funcionários e membros do diretório do PT que estão aqui em solidariedade a um servidor dessa casa que foi agredido nas galerias”.

Assessores de vereadores, funcionários e membros do PT , servidores da guarda civil municipal e moradores do bairro Dom Bosco acompanharam a sessão se manifestando com gritos e tapas no vidro, além de faixas e cartazes.

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