CPI do Crime aprova quebra de sigilos de empresa ligada a Toffoli
Requerimento prevê acesso a dados bancários, fiscais e telefônicos da Maridt Participações

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) um requerimento que determina a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., citada em apurações relacionadas a pagamentos feitos por fundo ligado ao Banco Master ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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O pedido foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira e aprovado de forma consensual, após o governo não conseguir formar maioria para barrar a medida.
O requerimento solicita que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneça informações detalhadas para elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), além da quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa.
A CPI também pede acesso a todas as contas de depósitos, poupança e investimentos mantidas pela Maridt Participações em instituições financeiras, bem como a bens, direitos e valores vinculados à empresa. O requerimento inclui ainda a solicitação de dossiê fiscal completo, com informações sobre imposto de renda, processos e rendimentos recebidos de pessoas físicas e jurídicas.
Também será requisitado o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas.
Na justificativa, Alessandro Vieira afirmou que o objetivo é aprofundar a investigação sobre uma suposta rede de influência e possível lavagem de capitais envolvendo o Banco Master e suas conexões com agentes públicos.
Segundo o senador, a análise das atividades da empresa indicaria indícios de inconsistências que precisam ser esclarecidas no âmbito da comissão parlamentar de inquérito.
A investigação segue em andamento no Senado Federal e pode resultar na convocação de envolvidos e no compartilhamento de informações com órgãos de controle e o Ministério Público.
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