Haitianos recebem colchões e marmitas em abrigo de SP

Depois de duas semanas mal dormidas no chão de um salão da Pastoral do Migrante, no Glicério, região central de São Paulo, os imigrantes haitianos vindos do Acre e que permanecem sob tutela da igreja receberam nesta sexta-feira, 25, colchões para deixarem de dormir no chão duro. A Prefeitura começou também a fornecer marmitas para os…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Depois de duas semanas mal dormidas no chão de um salão da Pastoral do Migrante, no Glicério, região central de São Paulo, os imigrantes haitianos vindos do Acre e que permanecem sob tutela da igreja receberam nesta sexta-feira, 25, colchões para deixarem de dormir no chão duro. A Prefeitura começou também a fornecer marmitas para os refugiados. Até esta quinta-feira, eles estavam fazendo apenas uma refeição por dia. Agora, de acordo com o padre Paolo Parise, está garantida a alimentação com café da manhã, almoço e jantar.

Nesta sexta também começou um mutirão liderado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, para regularizar a situação legal dos refugiados. A maior parte dele chegou do Acre já com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e com a permanência no Brasil regularizada. Mas a falta da carteira de trabalho foi o principal entrave burocrático. Sem o documento, empresas que chegaram a oferecer emprego para os refugiados não puderam fazer as contratações deles.

“O que precisamos, agora, é ter certeza de que o mutirão não será feito só hoje (sexta-feira). Ainda há muitos que estão sem documento. O processo precisa durar mais dias”, disse o padre. Na noite desta quinta, o superintendente do ministério, Luiz Antônio Medeiros, havia prometido que a situação de todos os refugiados estaria regularizada até a próxima segunda-feira, 28.

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