Inadimplência em SP aumenta 6,72% em janeiro
Número ficou acima da média da região Sudeste

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do estado de São Paulo) revelou que a inadimplência na região teve um aumento de 6,72% em janeiro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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Esse índice superou a média da região Sudeste, que foi de 4,66%, e também ficou acima da média nacional, registrando 3,78%. Ao analisar a transição de dezembro de 2023 para janeiro, o estado de São Paulo apresentou um acréscimo de 1,33% no número de devedores, enquanto a variação para a região Sudeste foi de 0,86%.
Maurício Stainoff, presidente da FCDLESP, atribui o aumento da inadimplência a fatores como a concessão de crédito aos brasileiros e também à influência dos gastos típicos do início do ano, como IPTU e IPVA. Com a taxa Selic em 11,25%, o aumento do crédito resulta em maior poder de compra, o que, por sua vez, aumenta a probabilidade de endividamento.
Em janeiro de 2024, a média das dívidas por pessoa negativada no estado de São Paulo foi de aproximadamente R$5.258,02. Os dados indicaram que 25,90% dos consumidores tinham dívidas de até R$500, enquanto esse percentual aumentava para 38,49% para dívidas de até R$1.000. O tempo médio de atraso dos devedores paulistas foi de 26,3 meses, com 39,53% deles apresentando inadimplência entre 1 a 3 anos.
Quanto à reincidência da inadimplência em janeiro, o Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas revelou que 86,29% das negativações no estado foram de devedores reincidentes nos últimos 12 meses. Isso evidencia que, apesar das campanhas de recuperação, muitas pessoas voltam a se tornar inadimplentes.
Analisando o perfil dos devedores em São Paulo, a pesquisa destacou que a faixa etária mais expressiva está entre os 30 e 39 anos (25,46%). Quanto ao gênero, a situação é equilibrada, com 50,22% de mulheres e 49,78% de homens como inadimplentes.
No que diz respeito ao número de dívidas em atraso, observou-se um aumento de 12,14% em janeiro em comparação com o mesmo período de 2023, superando as médias da região Sudeste (9,03%) e nacional (7,94%). Na transição de dezembro de 2023 para janeiro, houve um crescimento de 1,88% no número de dívidas em São Paulo, enquanto na região Sudeste foi de 1,49%.
Cada consumidor inadimplente em São Paulo tinha, em média, 2,138 dívidas em atraso, superando as médias da região Sudeste (2,133) e nacional (2,099). Stainoff destaca que, após as festas de fim de ano, o consumidor tende a gastar mais no início do ano, e despesas como IPVA, IPTU e matrículas escolares podem contribuir para o aumento das dívidas na população paulista.
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