Iraque tem de lidar com “ameaça mortal”, diz chanceler
A ocupação da cidade iraquiana de Mosul por insurgentes deve estimular os líderes do país a trabalhar em conjunto para lidar com a “ameaça mortal” que o Iraque está enfrentando, disse o ministro das Relações Exteriores nesta quarta-feira, Hoshyar Zebari. Falando depois de uma reunião em Atenas entre representantes da União Europeia e ministros…

A ocupação da cidade iraquiana de Mosul por insurgentes deve estimular os líderes do país a trabalhar em conjunto para lidar com a “ameaça mortal” que o Iraque está enfrentando, disse o ministro das Relações Exteriores nesta quarta-feira, Hoshyar Zebari.
Falando depois de uma reunião em Atenas entre representantes da União Europeia e ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe, Zebari disse que ele tinha certeza que seus colegas iriam trabalhar para uma “cooperação mais estreita” entre Bagdá e o governo regional do Curdistão para expulsar os insurgentes de Mosul.
A maior parte da cidade foi invadida nesta terça-feira por um grande número de militantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um grupo que fazia parte da Al-Qaeda e que quer implantar um regime baseado nas leias islâmicas. Mosul é a capital da província de Nínive, a maior produtora de petróleo do país e uma importante via de ligação à Síria. Centenas de pessoas fugiram da cidade, cujos prédios governamentais foram ocupados por insurgentes.
Zebari disse que é “dramático” que uma grande cidade como Mosul seja invadida por rebeldes, mas acrescentou que estava confiante que forças de segurança iraquianas, junto com as forças curdas, seriam capazes de expulsar os insurgentes.
O chanceler, que é natural de Mosul, afirmou também que não há tempo a perder. “Você não pode deixar essas pessoas ficarem lá, entrincheirar-se por um longo tempo. Então tem de haver uma resposta rápida para o que aconteceu.” Fonte: Associated Press.
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