Irlanda: vice-premiê renuncia à liderança do partido
O vice-premiê da Irlanda, Eamon Gilmore, disse nesta segunda-feira que renunciará à liderança do Partido Trabalhista, integrante da coalização de governo, depois de a sigla ter sofrido fortes perdas nas eleições locais e para o Parlamento Europeu. Gilmore, que também é ministro das Relações Exteriores, afirmou que ficará nos cargos até que um…

O vice-premiê da Irlanda, Eamon Gilmore, disse nesta segunda-feira que renunciará à liderança do Partido Trabalhista, integrante da coalização de governo, depois de a sigla ter sofrido fortes perdas nas eleições locais e para o Parlamento Europeu. Gilmore, que também é ministro das Relações Exteriores, afirmou que ficará nos cargos até que um novo líder do partido decida sobre uma possível modificação.
Acompanhado por outros ministros do Partido Trabalhista e colegas mais velhos, Gilmore disse, em entrevista coletiva, que a sigla “recebeu uma mensagem muito ruim” dos eleitores nas eleições, mas também afirmou que sua renúncia não desestabilizará a coalizão de dois partidos, liderada pelo primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny.
Na votação realizada na sexta-feira, eleitores desferiram um duro golpe contra a coalização e preferiram apoiar partidos independentes, o Sinn Féin e outras siglas conhecidas pela oposição às medidas de austeridade. Tanto o Fine Gael, maior partido da coalização, liderado por Kenny, como o Partido Trabalhista, de Gilmore, foram atingidos por uma queda brusca no apoio popular, mas as perdas do Partido Trabalhista foram substanciais.
A coalizão havia chegado ao poder com um total combinado de 56% dos votos nas eleições gerais do início de 2011, no auge da crise da dívida do país. O governo havia celebrado a saída do programa de resgate internacional de três anos em dezembro e o crescimento do emprego como uma forte evidência de sua competência econômica, mas sua popularidade caiu de qualquer forma.
O Partido Trabalhista enfrenta obliteração na maior parte do país e provavelmente será substituído pelo Sinn Féin como o maior partido em seu antigo reduto, Dublin, e não vai ficar com qualquer um dos 11 lugares que disputava no país para representar a Irlanda no Parlamento Europeu.
Gilmore afirmou que o Partido Trabalhista tomou a decisão certa em 2011 em assegurar o seu compromisso com a austeridade a fim de corrigir as finanças do governo após a pior crise da dívida da Irlanda, mas que havia “pago o preço” nas eleições. Fonte: Dow Jones Newswires.
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