Julgamento de habeas corpus de Robinho é adiado
STF tem até 90 dias para retomar análise

O julgamento de dois pedidos de liberdade de Robinho no Supremo Tribunal Federal (STF) foi interrompido e adiado a pedido do ministro Gilmar Mendes. O ex-jogador está preso há quase cinco meses em Tremembé, pelo crime de estupro coletivo. Os advogados questionam a legalidade da prisão.
+ Leia mais notícias da RMVale
+ Receba as notícias pelo Canal do Meon no WhatsApp
Com previsão para durar uma semana, o julgamento do habeas corpus começou às 11h desta sexta-feira (13) em plenário virtual. Menos de 10 minutos após o início da sessão, Gilmar Mendes pediu o adiamento. Com isso, o pedido de vista adia o julgamento por até 90 dias. Depois deste prazo, o tema pode ser pautado novamente no plenário virtual.
O único a apresentar voto antes da suspensão foi o ministro Luiz Fux, relator do pedido. Ele defendeu legalidade da decisão do STJ que determinou a prisão e indicou a rejeição de dois pedidos da defesa de Robinho, determinando que o ex-atleta seguisse preso.
Relembre o caso
A definição do STJ para o encarceramento de Robinho ocorreu em 20 de março, mas não teve prisão imediata. No dia 21, foi detido em Santos, e chegou a Penitenciária de Tremembé II posteriormente.
Assim que o órgão jurídico determinou que o ex-jogador cumprisse a pena de nove anos de prisão no país, a defesa pediu para que o caso fosse analisado novamente. O argumento utilizado foi de que não caberia ao STJ determinar o cumprimento imediato da pena sem que o governo italiano ou o Ministério Público se manifestassem.
O pedido inicial do primeiro habeas corpus de março foi negado no STF. Nesta nova requisição, os advogados pedem que a ordem de prisão seja suspensa liminarmente e que Robinho seja colocado em liberdade até que passe por novo julgamento.
Em março, Fux foi relator do caso, e analisou que não houve violação do STJ ao determinar o cumprimento da prisão e da pena de forma imediata. Os motivos foram que Brasil e Itália têm acordos de cooperação internacional e que o ex-jogador foi condenado a nove anos por um crime tido como hediondo no país europeu.
Robinho foi condenado pela Justiça da Itália, em 2017, com sentença transitada em julgado em 2022, a nove anos de reclusão pelo crime de estupro, ocorrido em uma boate de Milão, na Itália, em 2013. A vítima foi uma jovem albanesa.
O pedido de homologação e transferência de execução da pena apresentado pelo governo da Itália teve por base justamente tratado de extradição firmado com o Brasil.
Além do pedido de habeas corpus negado, a defesa de Robinho também argumentou pela redução da pena do ex-jogador, e que a condenação não levasse em conta o crime cometido como “hediondo”. O argumento é que estupro está na Lei dos Crimes Hediondos, mas “estupro coletivo”, não.
Posts Relacionados

Escolas estaduais do Vale do Paraíba receberão quase 10 mil tablets

Vale do Paraíba tem alerta para chuva forte e risco de alagamentos até sábado

55 cães esperam por você na feira de adoção deste sábado
