Juros aceleram recuo em relação a ajuste de quinta após ‘payroll’ ruim dos EUA

Os juros futuros, que já oscilavam abaixo do ajuste da quinta-feira, 1º, desde a abertura, renovaram as mínimas da sessão na sexta-feira, 2. O motivo foi a divulgação de que os EUA criaram menos empregos que o esperado em setembro. O resultado enfraquece a previsão de uma alta dos juros nos Estados Unidos no curto prazo. Logo após a…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Os juros futuros, que já oscilavam abaixo do ajuste da quinta-feira, 1º, desde a abertura, renovaram as mínimas da sessão na sexta-feira, 2. O motivo foi a divulgação de que os EUA criaram menos empregos que o esperado em setembro. O resultado enfraquece a previsão de uma alta dos juros nos Estados Unidos no curto prazo.

Logo após a divulgação do “payroll” norte-americano, o dólar perdeu ainda mais valor em relação a várias moedas, como euro, iene, emergentes e também o real.

A virada do dólar à vista para o negativo ajuda na queda das taxas no mercado futuro. Às 9h45, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,59%, ante máxima da sessão de 15,75% e 15,77% no ajuste de quinta. O contrato para janeiro de 2021 estava em 15,38%, ante 15,63% na máxima da sessão e 15,65% no ajuste de quinta.

No cenário doméstico, os analistas aguardam o anúncio da reforma ministerial, marcada para o período da manhã. A expectativa é positiva, visto que muitas das mudanças já são conhecidas e consideradas positivas para a governabilidade da gestão Dilma Rousseff.

Ainda sobre a situação no Brasil, o IBGE divulgou mais cedo que a produção industrial caiu 1,2% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas dos analistas de 46 instituições ouvidas pelo AE Projeções, que esperavam desde queda de 2,15% a avanço de 0,10%, com mediana de negativa em 1,60%.

Sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos: o país criou menos empregos que o esperado em setembro, o que esfria apostas de aumentos de juros naquele País no curto prazo. A economia criou 142 mil empregos em setembro, sendo que a previsão era de 200 mil. Apesar disso, a taxa de desemprego permaneceu em 5,1% no mês passado, exatamente como previsto. A questão é que foram revisados os números de agosto e julho. A criação de vagas em agosto foi revisada de 173 mil para 136 mil. E a de julho, passou de 245 mil para 223 mil.

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