Juros futuros têm sessão de baixa ajudados por dólar e política

Os juros futuros terminaram a sessão desta quarta-feira, 30, em baixa, influenciados pelo dólar e em meio a um ambiente político mais tranquilo. A leitura dos agentes é a de que o arranjo político que está sendo costurado pelo governo, com a entrega de sete ministérios do PMDB e a possibilidade de o ministro Aloizio Mercadante deixar a Casa…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Os juros futuros terminaram a sessão desta quarta-feira, 30, em baixa, influenciados pelo dólar e em meio a um ambiente político mais tranquilo. A leitura dos agentes é a de que o arranjo político que está sendo costurado pelo governo, com a entrega de sete ministérios do PMDB e a possibilidade de o ministro Aloizio Mercadante deixar a Casa Civil, favorece a governabilidade. E isso pode contribuir para a execução do ajuste fiscal.

No encerramento da sessão regular, o contrato para janeiro de 2016 terminou a 14,615%, de 14,795% no ajuste da véspera. O contrato para janeiro de 2017 encerrou a 15,60%, de 15,90%, o de janeiro de 2019 acabou a 15,82%, a 16,25%, e o janeiro de 2021 ficou em 15,60%, de 16,10%.

Os agentes trabalharam nesta quarta com a perspectiva de que Mercadante será substituído na Casa Civil e a escolha seria pelo petista Jacques Wagner. Se confirmada, essa troca é vista com bons olhos pelo mercado, uma vez que Mercadante é considerado uma peça que está desgastando o relacionamento do governo com o Congresso. Sem contar sua participação na peça orçamentária deficitária enviada aos parlamentares e que antecipou a perda do grau de investimento pela Standard & Poor’s.

Vale destacar ainda que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem cabe aceitar os não os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma, é um dos principais críticos de Mercadante. E a ordem, agora, é agradar ao PMDB. Vale ressaltar, no entanto, que um dos temas mais aguardados para hoje, a apreciação dos vetos da presidente Dilma, ainda não aconteceu no Congresso por causa de uma manobra de Cunha. Dilma pretende anunciar as mudanças ministeriais provavelmente na quinta-feira, 1º, já tendo em mãos o resultado da votação da quarta. Se ocorrer a sessão do Congresso.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o resultado do setor público consolidado, que confirmou os dados melhores do que os previstos já vistos na véspera no Governo Central. O déficit primário de agosto ficou em R$ 7,310 bilhões, ante recuo de R$ 10,019 bilhões de julho. Os dados foram apenas monitorados já que eram esperados após o resultado do Governo Central.

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