Justiça decreta falência da fábrica MWL de Caçapava
Empresa estava em recuperação judicial e não pagava salários dos funcionários desde maio

A justiça decretou a falência da fábrica MWL, de Caçapava, nesta quarta-feira (28). O pedido foi feito pela Brasil Trustee Administradora Judicial, que passa a ser responsável pela empresa falida.
A empresa estava em processo de recuperação judicial. Os 220 funcionários não recebiam pagamento desde maio e serão dispensados com esta decisão.
+Receba as notícias do Meon pelo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/Led8JTzToBSEKCgdlKiFyX
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região confirmou a realização de uma assembleia com os trabalhadores na tarde desta quinta (29), em frente à fábrica.
Pela Lei de Falência (7.661/45), o pagamento dos direitos trabalhistas são prioridade, ou seja, devem ser pagos assim que houver disponibilidade em caixa, antes de quitar outras dívidas. O Sindicato afirmou também que vai acompanhar o processo de cálculo das verbas rescisórias e realizar orientação dos trabalhadores quanto aos seus direitos.
A MWL, de capital chinês, era a principal fábrica de rodas e eixos para o setor ferroviário da América do Sul. Entre seus clientes estão o Metrô de Nova York e o de Boston.

Entenda o caso:
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, desde 30 de agosto os trabalhadores ocupam as instalações da fábrica para evitar furtos de máquinas e equipamentos. Esses bens poderiam ser futuramente vendidos para pagamento das dívidas trabalhistas.
Em 31 de agosto, a Justiça determinou o desbloqueio de R$ 1.647.289,81 da MWL para que os recursos fossem usados no pagamento dos salários e outras despesas consideradas essenciais. A verba, administrada agora pela Brasil Trustee, ainda não foi repassada aos trabalhadores.
No pedido de falência, a Brasil Trustee argumentou que houve “flagrante abandono” da fábrica pelos proprietários e que não foram tomadas quaisquer medidas concretas para a retomada das atividades.
Além da dívida trabalhista, a MWL também está inadimplente com a Mafersa, locadora da área onde funciona a fábrica. Até mesmo a energia elétrica foi cortada por falta de pagamento.
Posts Relacionados

Patrulha Maria da Penha detém motorista embriagada após colisão na contramão no Jardim Ismênia em SJC

Taubaté estreia no Circuito Sesc de Corridas com provas de 6 km e 10 km

Núcleo urbano do Capão Grosso obtém matrícula de regularização
