Ledecky vence os 200m livre e desponta como grande nome do Mundial
Não há mais nenhuma dúvida de que Katie Ledecky é o grande nome das provas de natação do Mundial de Kazan (Rússia). Nesta quarta-feira, a norte-americana de 18 anos voltou a fazer história ao ganhar a medalha de ouro nos 200m livre, numa reação impressionante nas últimas braçadas. Assim, domina as provas de fundo e meio-fundo: já ganhou também…

Não há mais nenhuma dúvida de que Katie Ledecky é o grande nome das provas de natação do Mundial de Kazan (Rússia). Nesta quarta-feira, a norte-americana de 18 anos voltou a fazer história ao ganhar a medalha de ouro nos 200m livre, numa reação impressionante nas últimas braçadas. Assim, domina as provas de fundo e meio-fundo: já ganhou também os 400m e os 1.500m e não deve ficar sem o ouro nos 800m.
Em Kazan, ela já bateu duas vezes o recorde mundial dos 1.500m (baixou a marca para 15min25s48, melhorando 17s o melhor tempo da geração anterior à dela) e fez o novo recorde do campeonato nos 400m livre.
Nos 200m, entretanto, ela não era favorita. Afinal, a prova contava com a norte-americana Missy Franklin (quatro medalhas de ouro em Londres) e a italiana Federica Pellegrini (cinco medalhas mundiais seguidas na prova), que ficaram respectivamente com bronze e prata em Kazan.
A vitória era da dinamarquesa Femke Heemskerk até a última virada. Depois de liderar toda a prova, entretanto, ela caiu para o oitavo e último lugar. Já Ledecky chegou atropelando para vencer com 1min55s16, tempo pior do que tinham Heemskerk e Pelegrini nesta temporada.
Atualmente, Ledecky não tem adversárias nas provas de fundo da natação. É recordista mundial dos 400m, dos 800m e dos 1.500m – esta última não é prova olímpica. Ela ainda vai nadar os 800m e o revezamento 4x200m e pode chegar a cinco medalhas de ouro, contra quatro do seu primeiro Mundial, em 2013, quando não nadou os 200m livre.
OUTRAS PROVAS – Laszlo Cseh voltou ao alto do pódio de um Mundial de Piscina Longa após 10 anos. Campeão dos 400m medley em Montreal (2005), o húngaro se acostumou a ser coadjuvante de Michael Phelps e Ryan Lotche, somando outras nove medalhas de prata e bronze. Nesta quarta, sem nenhum dos dois rivais, ganhou os 200m borboleta.
O húngaro nadou a prova em 1min53s48, seguido de perto pelo sul-africano Chad Le Clos (1min53s68). O terceiro chegou o polonês Jan Switkowski (1min54s10). Campeão do Pan com 1min55s01, Leonardo de Deus nem chegou à final em Kazan. O corintiano fez sua preperação visando o Mundial e precisaria ter baixado em um segundo sua melhor marca na temporada para ir ao pódio.
Nos 50m peito, Felipe França nadou lado a lado com os dois primeiros colocados da final, perdeu um pouco de fôlego nos últimos metros e deixou escapar o bronze graças a uma deslizada muito longa na chegada. Ficou a 0s01 do pódio.
O brasileiro repetiu seu melhor tempo do ano, com 26s87 e acabou perdendo o bronze para Kevin Cordes, dos EUA, que bateu em terceiro. O ouro foi para o britânico Adam Peaty (26s51), seguido do sul-africano Cameron van der Burgh (26s66).
Cada um dos dois primeiros colocados da prova havia batido o recorde mundial uma vez em Kazan. Primeiro o sul-africano fez 26s72 nas eliminatórias. Depois, Peaty marcou 26s42 na final. Ambos, entretanto, nadaram a final abaixo do recorde que durava desde 2009 – Van der Burgh detinha a marca, com 26s77.
Por fim, o chinês Sun Yang confirmou o favoritismo para ganhar o ouro nos 800m livre, faturando o tricampeonato mundial da prova, que não é olímpico. Yang, porém, venceu os 400m e os 1.500m livre nos Jogos de Londres.
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