Maioria dos deputados federais é a favor da correção da defasagem do IR

Medida elevaria a faixa de renda para R$ 5 mil

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Cerca de 58% dos 513 deputados federais eleitos e empossados ​​em 2023 declararam apoio à correção da defasagem da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passaria a ser de R$ 5 mil. Isso é o que mostra um levantamento realizado pelo G1 com base em um julgamento aplicado aos parlamentares entre os dias 1º de dezembro de 2022 e 24 de março de 2023.

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Dos deputados que responderam à pesquisa, 300 disseram ser concordantes à correção da defasagem, enquanto 21 se declararam contra e 11 não quiseram responder a essa pergunta específica. Os demais 181 parlamentares não responderam ao ouvido.

A correção da tabela do Imposto de Renda para incluir uma isenta para aqueles que ganharam até R$ 5 mil foi uma promessa de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda não foi aplicada.

Atualmente, está em discussão no governo um projeto que prevê a elevação do piso de estável do IR para quem até ganha R$ 2.112, a partir de maio, por meio de uma Medida Provisória que precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), se a tabela fosse corrigida integralmente pela herança, mais de 29 milhões de pessoas que recebem até R$ 4.723,78 por mês ficariam isentas do Imposto de Renda em 2024, o que representa mais que o dobro do número atual de isentos (8,8 milhões).

A tabela vigente do Imposto de Renda não é corrigida desde 2015 e, segundo a Unafisco, a defasagem acumulada chega a 148,1%, considerando as configurações realizadas e calculadas acumuladas desde 1996, ano em que a tabela do IRPF deixou de sofrer reajustes computacionais .

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