Ibovespa fecha em alta de 0,21% amparado por alta do petróleo
Dois fatos, que ocorreram de maneira quase concomitante na segunda etapa do pregão, influenciaram o andamento dos negócios nesta terça-feira, 13. A virada das cotações do petróleo no mercado internacional e uma dose extra de otimismo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em teleconferência com cerca de 70 analistas brasileiros ajudaram o…

Dois fatos, que ocorreram de maneira quase concomitante na segunda etapa do pregão, influenciaram o andamento dos negócios nesta terça-feira, 13. A virada das cotações do petróleo no mercado internacional e uma dose extra de otimismo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em teleconferência com cerca de 70 analistas brasileiros ajudaram o Ibovespa a fechar em alta de 0,21%, aos 61.828,99 pontos. Quase no final da sessão, até mesmo o giro financeiro, que vinha abaixo de R$ 5 bilhões, subiu e encerrou em R$ 6,05 bilhões – ainda baixo para o mês se comparado com meses fora do período de férias.
Durante toda a manhã e uma parte da tarde, a bolsa operou alternando altas e baixas, mas bem próxima à estabilidade. Bateu na mínima intraday aos 61.510 pontos, em queda de 0,31%, e a proximidade do vencimento do índice futuro amanhã ajudava a gerar instabilidade. De acordo com analistas, o sentimento de incerteza ainda permeia os negócios diante das indefinições geradas pela crise política e novidades que podem vir à tona a qualquer momento.
“É um clima de espera, ninguém sabe direito o que vai ocorrer e a bolsa está parada tanto em volume quanto em variação, sendo difícil tomar uma posição mais forte agora”, afirmou um operador.
Nesse contexto, a valorização do petróleo, aliada à notícia dada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, de que a companhia decidiu incluir a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, nos planos de desinvestimento, pesou positivamente sobre as ações da estatal e ajudou na definição do índice para o terreno positivo.
Ao mesmo tempo, o ministro Henrique Meirelles respondeu, em teleconferência organizada pela Eleven Financial Research e fechada à imprensa, a perguntas de analistas de diversas corretoras nacionais sobre o andamento das reformas no Congresso Nacional, principalmente a da Previdência. Segundo o estrategista-chefe da Eleven, Adeodato Volpi Neto, o tom assertivo do ministro – que estava ao lado de seus secretários Mansueto Almeida e Fabio Kanczuk – passou confiança. “A reforma trabalhista já está dada como certa e a da Previdência está sendo dado o encaminhamento”, relatou Volpi Neto sobre a fala de Meirelles.
Hoje foi dia de apreciação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pelos senadores do relatório da reforma trabalhista. Até o fim da tarde, parlamentares da oposição apresentavam o voto em separado, que funciona, na prática, como a apresentação de um parecer alternativo que pode ou não ser apreciado pelos demais senadores. Depois de aprovado, o relatório segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com previsão de ir a votação no plenário da Casa no próximo dia 28.
O desempenho das blue chips do setor bancário também contribuiu de forma positiva. De acordo com Leonardo Violi, analista da Magliano corretora, houve uma leitura de que, amanhã, o Fed (Banco Central dos Estados Unidos) pode trazer um comunicado mais “dovish” em relação ao aumento futuro das taxas de juros lá e isso se reflete positivamente aqui.
Os papéis do Santander operaram e fecharam no vermelho (0,24%), segundo o analista, influenciados pelos rumores da possível compra do banco Original. O Bradesco PN também recuou (0,80%).
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