A arte musical de um apaixonado por jazz e rock and roll

Em poucos minutos surgem rostos, expressões e ídolos da música, alí bem diante dos olhos dos fregeueses dos bares. O artista se concentra, faz esboços a lápis, depois usa e abusa das tintas e logo quem está em volta se vê surpreendido com a arte.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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Em poucos minutos surgem rostos, expressões e ídolos da música, alí bem diante dos olhos dos fregueses dos bares. O artista se concentra, faz esboços a lápis, depois usa e abusa das tintas e logo quem está em volta se vê surpreendido com a arte.

Tim Maia e Elis Regina estão no bar Porca Miséria, em Taubaté. Miles Davis, Fela Kuti e Jimi Hendrix, expostos no bar Jardim Cultural, também em Taubaté. Todos viraram quadros que fazem do taubateano Tainã Lima um criador e, à primeira vista, apaixonado por música. Mas a canção é mais um estímulo para inspiração do que um resultado sobre a tela.

Tainã é habituado a realizar apresentações de pintura ao vivo. Agora trabalhando em São Paulo, ele faz “shows de pintura”, às quintas-feiras e aos sábados, em centros culturais próximos à praça Roosevelt e à Vila Madalena.

“Toda noite toca uma banda de jazz, eu faço as minhas pinturas relacionando o artista do quadro com a música que está tocando. Cada pessoa conribui com um valor em dinheiro e depois eu sorteio o quadro. O valor fica a critério da pessoa”, afirma o artista.

Seus trabalhos com música são assumidamente figurativos, feitos para produção e venda rápida. Um outro caminho de sua arte tem uma linguagem mais pessoal. Os quadros da série “Filhos da Eternidade”, que ficaram expostos no Grito Rock Pindamonhangaba e na Casa Fora do Eixo, em São Paulo, mostram, em óleo sobre tela, silhuetas de pessoas feitas em preto e branco no fundo colorido, quase atingindo um amarelo-ocre.

“Não sei ao certo o nome do estilo do meu trabalho. É abstrato com figurativo, mas não deixa de ser uma pintura contemporânea”, diz o ex-aluno da escola de artes Fêgo Camargo, de Taubaté.

Artista itinerante que também toca violão na noite paulistana, enfatiza que, para produzir sua arte, “a música é sempre uma inspiração”.

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