Engenheiro taubateano tem pintura entre as cinco melhores do Estado
O professor universitário da área de engenharia civil e ambiental, Acácio de Toledo Netto, 51 anos, afirma: “não vou mais parar, vou fazer disso a minha profissão”. O motivo da guinada profissional do taubateano é sua atividade artística, a pintura, que foi reconhecida com o prêmio da etapa estadual do concurso Mapa Cultural Paulista, do Governo Estadual, no começo de agosto.


“Santa Marta”, de Acácio de Toledo Netto
Reprodução/Acervo Pessoal
O professor universitário da área de engenharia civil e ambiental, Acácio de Toledo Netto, 51 anos, afirma: “não vou mais parar, vou fazer disso a minha profissão”. O motivo da guinada profissional do taubateano é sua atividade artística, a pintura, que foi reconhecida com o prêmio da etapa estadual do concurso Mapa Cultural Paulista, do Governo Estadual, no começo de agosto.
Tocada em paralelo à vida de administrador, engenheiro e bacharel em Direito, a pintura sempre foi praticada por Netto, mas nunca priorizada. Isso até Netto criar as telas “Festivo” e “Santa Marta” para o concurso. “Santa Marta” o colocou entre os cinco melhores trabalhos do evento e o levou a expor por uma semana na praça de Artes, de São Paulo, ao lado de outras 170 obras.
Orgulhoso, diz que o julgador o considerou um pintor colorista ao descrever uma procissão da fé católica, em acrílica. “A obra relata um patrimônio cultural que é tanto material como imaterial e acho que guarda uma alegria, uma intensidade”, conta definindo-se como artista de traços impressionistas e expressionistas.
Recomeço
Desde adolescente, Netto interessou-se pelas artes plásticas. Aos 14 anos, estudou na Escola Maestro Fêgo Camargo, em Taubaté, e participou de salões de artes na juventude com relativo reconhecimento, mas quando “precisava do arroz e feijão”, diz ele, rumou para uma carreira tradicional.
Estudou engenharia no ITA (Instituto tecnológico de Aeronáutica) e, muito depois, chegou ao mestrado em Ciências Ambientais, título que o colocou como docente atual no Departamento de Engenharia da Unitau (Universidade de Taubaté).
E foi na universidade que Netto recuperou seu gosto pela arte -nas aulas da graduação em Arquitetura- curso do qual ainda é aluno.
“Não brigo mais com a vida, só vou a favor da maré. A arquitetura sempre foi um sonho na minha vida e abriu essa oportunidade para a minha retomada nas artes visuais. Na aula de autorretrato, o professor gostou, sabia que eu já pintava e falava para eu voltar. Isso em 2011. Fiz uma exposição que foi um sucesso e resolvi voltar a produzir.”
Netto diz que, agora, pinta o que está dentro dele, seu universo, seu sentimento. “Gosto de uma máxima de Ariano Suassuna: ‘arte para mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico, mas arte pra mim é missão, vocação e festa'”.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
