Apático, Inter perde para o Tigres e dá adeus ao sonho do tri da Libertadores
O Internacional perdeu para o Tigres por 3 a 1, nesta quarta-feira, no estádio Universitário, em Monterrey, no México, e deu adeus ao sonho do tri da Copa Libertadores. O time brasileiro fez uma péssima atuação, demonstrou nervosismo em campo, criou muito pouco e deixou a competição na semifinal aos gritos de “olé” da arquibancada. Gignac,…

O Internacional perdeu para o Tigres por 3 a 1, nesta quarta-feira, no estádio Universitário, em Monterrey, no México, e deu adeus ao sonho do tri da Copa Libertadores. O time brasileiro fez uma péssima atuação, demonstrou nervosismo em campo, criou muito pouco e deixou a competição na semifinal aos gritos de “olé” da arquibancada. Gignac, Geferson, com um belo gol contra, e Arévalo Ríos garantiram a vitória dos anfitriões. Lisandro López descontou no final.
Agora, a equipe do atacante brasileiro Rafael Sóbis, ex-Internacional e Fluminense, enfrentará o River Plate na final. Apesar de ter feito melhor campanha, o time mexicano fará a primeira partida, na próxima quarta-feira, em casa e decidirá na Argentina, pois pertence à Concacaf – nas regras da Conmebol, a última partida do torneio precisa acontecer em um país sul-americano.
E por ser um time convidado a disputar o torneio da América do Sul, o Tigres não tem direito a um lugar no Mundial de Clubes da Fifa caso seja campeão. Com isso, o River Plate garantiu vaga antecipada. Outras três equipes também já estão garantidas na competição, em dezembro: Barcelona, América, do México, e Auckland City, da Nova Zelândia. Restam ainda três vagas: a dos campeões japonês (país-sede), asiático e africano.
É a terceira vez que uma equipe do México chega à decisão do torneio. Nunca conseguiu o título. Em 2001, o Cruz Azul perdeu para o Boca Juniors e, em 2010, o Chivas Guadalajara foi derrotado pelo Internacional. Na primeira fase da competição, Tigres e River Plate empataram por duas vezes. Na Argentina, ficaram no 1 a 1 e, no México, foi 2 a 2. Na decisão da Libertadores não há vantagem para o gol marcado fora de casa.
O JOGO – O Internacional começou assustado e viu o Tigres tomar conta do jogo nos 10 minutos iniciais. O time mexicano criou a primeira chance após cobrança de escanteio de Rafael Sóbis, que Gignac desviou e a zaga colorada cortou. Na sequência, Gignac dominou pela esquerda e, marcado por William, cruzou. A bola saiu com perigo próximo ao gol de Alisson.
O time colorado passou a marcar sob pressão e conseguiu equilibrar as ações. No entanto, com o quarteto ofensivo pouco inspirado, não conseguiu assustar o goleiro Guzmán. O Tigres foi mais preciso e conseguiu abrir o marcador aos 17 minutos. Damm cruzou da direita na segunda trave. William pulou junto com Arévalo Ríos e Gignac, que veio de trás, cabeceou para as redes.
O gol incendiou o estádio e deixou o Internacional nervoso em campo. D’Alessandro e Valdívia não conseguiam conduzir a equipe até o ataque. Nilmar e Lisandro López pouco pegaram na bola. O único chute a gol com perigo do time gaúcho veio aos 40 minutos em chute de Valdivia, que Guzmán espalmou.
Na sequência, o Tigres foi ao ataque e ampliou em um lance de infelicidade de Geferson. Aquino lançou para Damm, o lateral-esquerdo tentou cortar e marcou um belo gol contra. Alisson até se esticou para tentar defender, mas a bola entrou no canto direito.
O Internacional voltou sem alterações para o segundo tempo. Do alto das tribunas, o técnico Diego Aguirre, que cumpre suspensão, entendeu que só um puxão de orelha seria o suficiente para recolocar sua equipe na partida. No entanto, o time brasileiro voltou perdido. Logo aos quatro minutos, William levou o drible de Aquino pelo lado direito e o derrubou na área. Pênalti. Rafael Sóbis cobrou mal e Alisson pulou no canto esquerdo para defender.
Era a chance para dar moral à equipe brasileira e calar a arquibancada mexicana. No entanto, o Tigres manteve a tranquilidade e conseguiu o terceiro. Rafael Sóbis encontrou Damm pela direita. O meia foi à linha de fundo e cruzou para o meio da área e Arévalo Ríos cabeceou livre para as redes.
O Internacional sentiu bastante o terceiro gol. O Tigres passou a tocar a bola, enquanto os torcedores gritavam “olé” e deixavam o tempo passar. Quando tentava ir ao ataque, o time colorado mostrava-se desorganizado. Nem com as entradas de Sasha no lugar de Nilmar, Alex substituindo Valdívia e Rafael Moura na vaga do lateral William, conseguiu reagir.
Com tranquilidade, o Tigres quase marcou o quarto com Gignac, que bateu de primeira para ótima defesa de Alisson. Na base da raça, o Internacional ainda diminuiu aos 43 minutos. Eduardo Sasha cruzou pela esquerda, Lisandro López se antecipou e completou para as redes. Mas não houve tempo nem para pressionar e o Tigres garantiu vaga na decisão da Libertadores.
FICHA TÉCNICA
TIGRES 3 x 1 INTERNACIONAL
TIGRES – Guzmán; José Torres, José Rivas, Juninho e Israel Jiménez; Arévalo Ríos, Guido Pizarro, Javier Aquino (Damián Álvarez) e Jürgen Damm (Gerardo Lugo); Rafael Sóbis e Gignac. Técnico: Ricardo Ferreti.
INTERNACIONAL – Alisson; William (Rafael Moura), Ernando, Juan e Geferson; Rodrigo Dourado, Aránguiz, D’Alessandro e Valdívia (Alex); Lisandro López e Nilmar (Eduardo Sasha). Técnico: Enrique Carrera (auxiliar).
GOLS – Gignac, aos 17, e Geferson (contra), aos 41 minutos do primeiro tempo; Arévalo Ríos, aos 11, e Lisandro López, aos 43 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – José Torres (Tigres); Rodrigo Dourado (Internacional).
ÁRBITRO – Carlos Vera (Fifa/Equador).
RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.
LOCAL – Estádio Universitário de Nuevo Léon, em Monterrey (México).
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