Boxe amarga mais duas eliminações e iguala seu pior desempenho em 20 anos
Acelino Freitas ainda era um boxeador amador quando o boxe brasileiro teve um resultado pior do que aquele que está obtendo nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Em Mar del Plata (1995), o depois campeão mundial Popó garantiu a única medalha (de prata) do País. No Canadá, o Brasil vai ganhar só duas medalhas, uma queda expressiva na comparação…

Acelino Freitas ainda era um boxeador amador quando o boxe brasileiro teve um resultado pior do que aquele que está obtendo nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Em Mar del Plata (1995), o depois campeão mundial Popó garantiu a única medalha (de prata) do País. No Canadá, o Brasil vai ganhar só duas medalhas, uma queda expressiva na comparação com as sete obtidas em Guadalajara, igualando o resultado de Santo Domingo (2003), quando ainda não existia o boxe feminino.
Nesta terça-feira, mais dois brasileiros foram eliminados, ambos por venezuelanos. O meio-pesado Michel Borges perdeu de Albert Duran por decisão unânime dos árbitros – todos viram 30 a 26, o que indica que o brasileiro foi atropelado em pelo menos um dos rounds na opinião dos juízes.
O meio-médio Roberto Queiroz foi superado por Gabriel Maestre, pelo mesmo resultado, com a diferença que um dos árbitros entendeu que o venezuelano massacrou o brasileiro em não só um, mas em dois rounds.
A única vitória do dia foi de Joedison Teixeira, o Chocolate, que começou sua trajetória na categoria meio-médio ligeiro vencendo o mexicano Raul Curiel por decisão unânime dos árbitros. Substituto do agora profissional Everton Lopes, o paulista de apenas 21 anos estreou nas quartas de final e, como já está na semifinal, garantiu ao menos o bronze. Vai disputar um lugar na final, quarta, contra Yasnier Toledo, de Cuba.
O outro brasileiro vivo é o superpesado Rafael Lima, que também estreou nas quartas de final e faz semi na quinta, contra Edgar Muñoz Mota, mais um venezuelano. Curiosamente, ele e Chocolate são os dois únicos atletas que viraram titulares da seleção neste ano.
Antes, haviam sido eliminados o peso galo Carlos Rocha, que perdeu para o cubano Andy Cruz, o mosca Julião Neto, que perdeu de Eddi Barillas, da Guatemala, e o pesado Juan Nogueira, superado por Sammy Elmais, do Canadá. Já a única brasileira no boxe feminino do Pan foi eliminada na estreia. Flávia Figueiredo teve azar no sorteio e logo de cara teve que enfrentar a norte-americana Claressa Shields, atual campeã olímpica e mundial do peso médio.
O boxe brasileiro está muito desfalcado em Toronto. Robenilson de Jesus, Robson Conceição e Patrick Lourenço estão participando de uma liga semi-amadora da Federação Internacional de Boxe Amador (Fiba) e, por terem compromissos em datas próximas do Pré-Pan, foram proibidos de lutar a seletiva.
Como a seleção tem poucos atletas, a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) não tinha substitutos para levar ao Pré-Pan e ficou sem vaga em Toronto nas categorias mosca ligeiro e leve. A exceção foi Carlos Rocha, que foi à seletiva em substituição a Robenilson e se classificou para o Pan.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
