Brasil vence nos pênaltis e fica com o bronze na Liga Mundial de Polo Aquático
A seleção brasileira masculina de polo aquático definitivamente colocou seu nome na história da modalidade. Neste domingo, em Bérgamo (Itália), buscou um incrível empate em 10 a 10 com os Estados Unidos no tempo normal, tirando desvantagem de quatro gols no último quarto, venceu nos pênaltis por 14 a 13 e conquistou a medalha de bronze de Liga…

A seleção brasileira masculina de polo aquático definitivamente colocou seu nome na história da modalidade. Neste domingo, em Bérgamo (Itália), buscou um incrível empate em 10 a 10 com os Estados Unidos no tempo normal, tirando desvantagem de quatro gols no último quarto, venceu nos pênaltis por 14 a 13 e conquistou a medalha de bronze de Liga Mundial.
Para se ter uma ideia do feito, apenas dois outro países não-europeus haviam chegado ao pódio da Liga Mundial desde que o evento foi criado, em 2002. Os EUA têm uma medalha de prata e uma de bronze, enquanto a Austrália soma duas de bronze.
O Brasil havia participado da Superfinal (restrita a oito equipes) apenas três vezes. Em 2012 e 2013, só acumulou derrotas e terminou na última posição. No ano passado, ganhou da China para ficar em sétimo.
Para este ano, muita coisa mudou. Além do técnico Ratko Rudic, croata que é considerado o melhor do mundo e assumiu o time ainda em 2013, também chegaram à equipe outros três jogadores, todos naturalizados: o espanhol Felipe Perrone, MVP da Liga dos Campeões da Europa, o cubano Ives Alonso e o croata Josip Vrlic.
No sábado, a Agência Estado mostrou que Perrone e Vrlic, além do goleiro sérvio Slobodan Soro, recebem R$ 25 mil mensais desde o início do ano passado. Eles foram contratados pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para jogar pelo Brasil na Olimpíada de 2016. Até lá, vão ter recebido R$ 800 mil cada um.
O investimento, polêmico, está dando resultado. Neste domingo, o Brasil foi presa fácil para os EUA nos dois primeiros quartos. Comandado por Tony Azevedo, filho de brasileiros que cresceu nos EUA, o time norte-americano abriu 6 a 2 antes do intervalo.
O placar chegou a 10 a 6 no último quarto, mas o Brasil foi buscar. Bem preparado fisicamente, o time brasileiro reagiu e empatou a seis segundos do fim, levando a partida para os pênaltis. Após mais de 30 cobranças, a vitória veio por 14 a 13, após defesa do goleiro Thyê Matos.
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