Militares da Tailândia alertam contra manifestações
O conselho militar no poder na Tailândia elevou o tom em seus alertas contra manifestantes neste domingo, em meio aos crescentes protestos contra o golpe militar ocorrido na semana passada. O alerta ocorreu um dia antes de o líder do golpe, o general Prayuth Chan-ocha, estar previsto para receber o apoio do rei na formalização de seu status…

O conselho militar no poder na Tailândia elevou o tom em seus alertas contra manifestantes neste domingo, em meio aos crescentes protestos contra o golpe militar ocorrido na semana passada.
O alerta ocorreu um dia antes de o líder do golpe, o general Prayuth Chan-ocha, estar previsto para receber o apoio do rei na formalização de seu status como chefe de governo. Depois disso, a expectativa é que Prayuth anuncie planos para a reestruturação do cenário político da Tailândia, com uma constituição interina para substituir a que foi eliminada pelo Exército e um corpo legislativo a ser nominado.
Após três dias de confrontos tensos, mas sem violência, entre manifestantes e forças de segurança, um porta-voz do Conselho Nacional para a Paz e a Ordem alertou que as autoridades poderão ter de reforçar a lei imposta pelo Exército que proíbe manifestações contra o golpe.
“Quero que pais, mães, irmãos e irmãs alertem suas famílias de que não há benefícios para quem se opõe (ao golpe)”, afirmou o coronel Winthai Suvaree. Neste domingo, o número de manifestantes cresceu e chegou a 2.000.
O governo deposto na última quinta-feira chegou ao poder em uma eleição ocorrida em 2011. A ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, porém, foi forçada a deixar o cargo no início do mês após uma decisão judicial controversa de abuso de poder. O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, de 86 anos, tem mantido o silencio durante a crise. Fonte: Associated Press.
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