Ministério da Justiça e Secretaria de Justiça de SP montam força-tarefa contra violência nas escolas
Delegacias de crimes cibernéticos atuarão em ações preventivas

Na quinta-feira (6), teve início a Operação Escola Segura do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que tem como objetivo realizar ações preventivas e repressivas contra ataques em escolas de todo o país. A operação conta com a participação das delegacias de crimes cibernéticos das principais regiões brasileiras, que atuarão de forma alinhada às estratégias do ministério.
+ Leia mais notícias do Brasil
+ Receba as notícias do Meon pelo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GrkfVyt9TgB5kzD9FiFMzi
As autoridades de segurança pública ressaltam a necessidade de ampliar o diálogo com as plataformas responsáveis pelas redes sociais em atuação no Brasil. De acordo com delegados presentes no lançamento da Operação Escola Segura, a cooperação entre todos os atores envolvidos será fundamental para prevenir e reagir aos casos de violência nas escolas, bem como para identificar pessoas que incentivem ataques.
Na segunda-feira (10), está prevista uma reunião com representantes das redes sociais para alinhar um protocolo de ação. Especialistas em segurança pública alertam que muitos jovens são recrutados por essas redes, que se tornaram uma espécie de vitrine para grupos extremistas que impulsionam discurso de ódio.
Outro ponto importante é o papel da mídia na divulgação desses tipos de casos. O MJSP recomenda que não sejam divulgados os nomes dos autores, nem quaisquer tipos de imagens, vídeos ou símbolos que os identifiquem, sob nenhuma hipótese. Essa medida previne o chamado “efeito contágio”, que pode desencadear outros ataques ou eventos semelhantes em um curto período e em uma área geográfica próxima.
Edital
O Ministério da Justiça incluiu no seu pacote de medidas para combater a violência um investimento de R$ 150 milhões para apoiar rondas escolares ou ações similares. A medida foi autorizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e será realizada por meio de um edital que será divulgado na próxima semana. Os recursos serão provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e serão oferecidos aos estados e municípios, que possuem a competência constitucional para realizar o patrulhamento ostensivo.
Posts Relacionados

Pix Automático em conta-salário: veja o que muda nas novas regras do Banco Central

Fachin adia julgamento sobre atuação de André Mendonça em casos Master e INSS

Etecs divulgam resultado dos pedidos de redução da taxa de inscrição do Vestibulinho 2027
