Mota (PSC) se nega a participar de reunião sobre “Escola sem Partido”

Vereador se sentiu desrespeitado com as manifestações

Escrito por: Laís Vieira3 min de leitura
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Vereador Luiz Mota e Walter Hayashi (PSC) abandonam reunião com o movimento Escola Sem Mordaça

Laís Vieira/Meon

O presidente da Câmara Municipal de São José dos Campos, vereador Shakespeare Carvalho (PRB), recebeu os organizadores do movimento “Escola sem Mordaça”, logo após a sessão desta quinta-feira (11), para escutar a reivindicação do movimento que lotou as galerias do plenário do legislativo. O Escola sem Mordaça é contra o projeto Escola Sem Partido, que tem como autores os vereadores Luiz Mota e Walter Hayashi ambos do PSC, que não quiseram permanecer na sala para o diálogo.

A justificativa de Mota para não conversar com os manifestantes do movimento contrário ao projeto, é que ele se sentia desrespeitado por frases utilizadas em alguns cartazes, tais como: Escola Sem Partido, quem defende? Feliciano, Bolsonaro e Alexandre Frota, todos estupradores; Abaixo a Lei da Mordaça; e PSC – Partido de Estuprador.

Lei da Mordaça é a forma como os manifestantes se referem ao projeto de Lei Escola Sem Partido, que está tramitando na Câmara Municipal protocolado pelos vereadores do PSC, partido de Feliciano e Bolsonaro. Entenda mais sobre o caso no link.

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Manifestantes levaram faixas e cartazes

Laís Vieira/Meon

Mota se defendeu dizendo que não conversaria com os manifestantes nessas condições, porém, entrou na sala onde estavam reunidos os autores do projeto, vários vereadores e o presidente Shakespeare Carvalho. Irritado, o presidente do PSC joseense, falou e se retirou, sem dar direito para que qualquer pessoa se posicionasse. “Nós estamos sendo ofendidos de forma totalmente desnecessária, não tem que haver discussão assim. Se a gente entender que não há quem está certo, a gente faz a votação, vocês protestam a vontade, mas tem que haver um pouco de respeito.” – disse Mota.

Ante os apelos para que participasse da reunião, Mota foi veemente e não quis ouvir ninguém. “Eu não vou ficar, e quando vocês estiverem dispostos a conversar sem manifestação para discutir o projeto eu estarei a disposição”.

O presidente da Câmara tentou controlar os ânimos e começou a reunião sem a presença dos vereadores do PSC,  “Lamento a atitude dele de entrar, falar e sair, sem escutar as pessoas” – disse.

Após a saída de Mota, Shakespeare pode ouvir a opinião dos manifestantes, inclusive alguns professores que julgam o projeto Escola Sem Partido como inconstitucional e um retrocesso na educação. Os integrantes da Frente Escola Sem Mordaça distribuíram um manifesto e apresentaram seus argumentos e pediram aos vereadores presentes atenção sobre o assunto.

Os vereadores presentes ao encontro se posicionaram contrários ao projeto Escola Sem Partido e concordaram com a necessidade de trazer a discussão para a sociedade. Até mesmo o presidente da Câmara concordou e afirmou não ter “nenhum entendimento que isso seja benéfico para  a sociedade”. Entre as reivindicações do grupo está a retirada do projeto de lei ou a realização de audiências públicas para discutir com a sociedade seu conteúdo.

Ernesto Gradella (PSTU), um dos apoiadores da Frente Escola Sem Mordaça afirmou que gostaria de pedir aos autores que retirassem o projeto e que nenhuma votação seja feita até que a sociedade esteja ciente da importância dele. “A nossa proposta aqui é a retirada desse projeto e que se aguarde o debate que vai ser feito nacionalmente, pois ele não pode ser votado como se fosse um nome de rua, já que implica em muita coisa pra sociedade toda” – diz Gradella.

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