Governo Lula faz ofensiva contra anistia e paga R$ 3,2 bilhões em emendas
É a maior liberação de recursos do Congresso em 2025 e a 9ª da série histórica

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de recursos parlamentares em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Só nas duas últimas semanas, R$ 3,2 bilhões em emendas foram pagos, principalmente durante a fase de condenações.
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Segundo dados oficiais, apenas na terça-feira (9), quando o STF retomou o julgamento, o Executivo desembolsou R$ 2,3 bilhões, o maior volume de emendas pagas em um único dia neste ano. O Planalto busca, com isso, reforçar sua base e conter o avanço da proposta de anistia defendida por parte do Centrão, que beneficiaria condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Historicamente, este é o 9º maior valor nominal já liberado em um único dia. O recorde foi em dezembro de 2024, quando o governo destinou R$ 5,8 bilhões. A expectativa é que a estratégia continue irrigando bases eleitorais para garantir apoio no Congresso contra o perdão aos réus do 8 de janeiro.
Do montante já pago, 91,3% (R$ 2,9 bilhões) são emendas individuais, conhecidas por fortalecer eleitoralmente os parlamentares que as destinam. O restante corresponde a repasses de bancadas estaduais, comissões temáticas e relatorias do Orçamento.
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