Professora perde memória após briga violenta entre alunas da Fundhas

Docente entrou em estado de choque devido ao estresse de separar a briga

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Briga deixou rastros de depredação na unidade do Campo dos Alemães

Divulgação

Uma professora chegou a perder a memória momentaneamente após um grupo de adolescentes promover cenas de violência na unidade Dom Bosco da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), na última quarta-feira (8). A unidade fica no bairro Campo dos Alemães, zona sul de São José.

A docente, Tânia Aparecida Azevedo, teria presenciado a briga e ligado para a Polícia Militar. Foi neste momento que, de acordo com o Sindicato dos Servidores, a professora entrou em estado de choque.

A ação dos estudantes deixou um rastro de carteiras jogadas pelo chão da unidade e uma porta danificada pela violência dos alunos, que têm entre 15 e 17 anos. O local atende 150 adolescentes desta faixa etária.

A profissional foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Campo dos Alemães, onde foi medicada. Depois disso, Tânia foi levada para o pronto atendimento da Unimed, onde foi submetida a uma tomografia e ficado em observação por oito horas na unidade. A informação foi confirmada pela empresa de saúde.

A professora foi atendida pela médica Kalina Tondato de Paula e Silva que, inicialmente, diagnosticou o caso como Amnésia Global Transitória. O quadro teria como fator causador o estresse acentuado pelo qual Tânia foi submetida. Tânia recebeu encaminhamento para um médico psiquiatra.

A Fundhas se manifestou por meio de nota. Na publicação, a fundação afirma que o conflito envolveu duas alunas adolescentes. A nota ainda confirma que a professora, que tentou controlar o conflito, ficou “muito abalada emocionalmente”.

A fundação ainda afirma lamentar o ocorrido e que está dando “total apoio através do acompanhamento do serviço social, do setor de Saúde e Segurança do trabalho”.

As famílias das adolescentes envolvidas também foram chamadas para uma reunião e as adolescentes estão cumprindo intervenções educativas, conforme previstas no regimento da Fundhas.

Casos de violência

Prefeitura e Sindicato dos Servidores divergem sobre a atual situação da unidade em relação aos casos de violência entre os alunos e contra os professores. Para o sindicato, essas situações são constantes não só na unidade, mas como em toda a rede municipal de ensino e nos outros prédios da Fundhas.

A prefeitura nega que a unidade tenha problemas com violência entre alunos. De acordo com a nota da Fundhas, o prédio “não registra histórico de violência. Esse foi um episódio isolado no ano de 2017”.

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