Tênis de mesa fatura ouro e mantém hegemonia mesmo sem Hugo Hoyama
Durante seis edições de Jogos Pan-Americanos, o tênis de mesa brasileiro teve como grande baluarte Hugo Hoyama, que chegou a ser recordista de medalhas de ouro. Na primeira edição do Pan sem o veterano, porém, manteve a tradição e subiu ao lugar mais alto do pódio por equipes em Toronto, faturando o tricampeonato consecutivo. No total, já são…

Durante seis edições de Jogos Pan-Americanos, o tênis de mesa brasileiro teve como grande baluarte Hugo Hoyama, que chegou a ser recordista de medalhas de ouro. Na primeira edição do Pan sem o veterano, porém, manteve a tradição e subiu ao lugar mais alto do pódio por equipes em Toronto, faturando o tricampeonato consecutivo. No total, já são sete conquistas em oito edições do Pan: 1983, 1987, 1991, 1995, 2007, 2011 e agora 2015.
O título veio de forma incontestável: nos cinco confrontos, foram realizadas apenas 15 jogos, porque em todos o Brasil decidiu o duelo já na terceira partida, de duplas. Assim, Hugo Calderano (76.º do mundo), Gustavo Tsuboi (55º) e a dupla Thiago Monteiro (141.º) vão à disputa individual sem terem sofrido uma derrota sequer.
Nesta terça-feira, o Brasil jogou semifinal e final. Abriu o dia vencendo o Canadá, dono da casa, e depois decidiu o ouro contra o Paraguai. Aos 19 anos recém-completados, Calderano abriu o confronto vencendo fácil o paraguaio Alejandro Toranzos, apenas o 517.º do mundo, por 3 sets a 0 (11/6, 11/4 e 11/6).
Na sequência, uma novidade: Thiago Monteiro foi escalado para jogar contra o melhor paraguaio, Marcelo Aguirre, o 241.º do ranking. O veterano da equipe brasileira também não teve muito trabalho e ganhou por 12/10, 11/7 e 11/4.
O jogo que valeu o ouro foi em duplas. A comissão técnica resolver mexer no time que estava ganhando e escalou Calderano e Tsuboi. Deu certo: vitória por 3 sets a 0 (13/11, 12/10 e 11/5) sobre Axel Gavilan e Marcelo Aguirre e mais uma medalha no peito.
Mais cedo, Hoyama ajudou, como técnico, à equipe feminina chegar a uma inédita medalha de prata. O time formado por Gui Lin (chinesa criada no Brasil), Caroline Kumahara e Lígia Silva fez grande campanha até a final, mas acabou levando 3 a 0 de um time dos EUA formado por chinesas naturalizadas.
De qualquer forma, foi a primeira final feita pelo tênis feminino do Brasil. A modalidade tinha apenas duas medalhas pan-americanas, ambas por equipe e ambas de bronze, obtidas em 1991 (Havana) e 1991 (Winnipeg). A partir de quinta-feira, as jogadoras brasileiras vão atrás do pódio no individual. Mais do que isso: da vaga olímpica destinada à campeã.
O Brasil tem direito a convites nos Jogos Olímpicos do Rio, por ser o dono da casa, mas a convocação de cada atleta vai depender dos critérios da comissão técnica. Se um brasileiro vencer o Pan, entretanto, se garante na Olimpíada, porque a credencial é nominal.
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