Trabalhadores da Avibras aprovam acordo para recebimento de salários

Proposto foi votada em assembleia na manhã desta quarta-feira (10)

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Nesta quarta-feira (10), os metalúrgicos da Avibras aprovaram a proposta da empresa para liberar a entrada de 100 trabalhadores para a produção de 72 foguetes comprados pelo Exército Brasileiro. Em contrapartida, a Avibras se comprometeu a pagar três meses de salários, que estavam atrasados desde outubro.

+ Leia mais notícias da RMVale

+ Receba as notícias do Meon pelo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GrkfVyt9TgB5kzD9FiFMzi

Os 100 funcionários retornarão à fábrica já nesta quinta-feira (11) como parte do acordo aprovado. Os nomes dos que vão trabalhar foram enviados ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que fará o controle e fiscalização na porta da fábrica todos os dias.

A greve dos cerca de 1.300 trabalhadores, iniciada em setembro de 2022, continua até que todos os salários sejam regularizados, segundo o sindicato.

Roosevelt Cássio/Sindicato dos Metalúrgicos
Roosevelt Cássio/Sindicato dos Metalúrgicos

O acordo aprovado na assembleia de hoje prevê:

  • Pagamento de três folhas salariais, logo após o recebimento dos valores referentes à compra emergencial feita pelo Exército.
  • Pagamento de uma folha salarial, logo após o recebimento referente ao Programa C-64;
  • Para execução do trabalho, será necessária a entrada na fábrica de cerca de 100 trabalhadores.

De acordo com a proposta da empresa apresentada ao Sindicato, existe a previsão de contrato de R$ 216 milhões com o Ministério da Defesa. Para a produção dos foguetes, serão liberados R$ 23 milhões em caráter emergencial.

As aquisições, entretanto, serão pagas após 20 ou 30 dias depois da entrega do produto. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos estiveram ontem em Brasília, e cobraram, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, na última terça (9), que o governo federal se empenhe para tentar antecipar o pagamento.

A crise na empresa já dura mais de um ano. A Avibras pediu recuperação judicial em março de 2022, alegando uma dívida de R$ 600 milhões.

Tags:destaquemancheterotativoPublicado em: