Anvisa faz campanha educativa sobre ebola no Porto de São Sebastião

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza na próxima semana campanha de esclarecimento sobre o ebola com os petroleiros do Porto de São Sebastião. Todos os meses o porto recebe ao menos três navios da Nigéria, onde são registrados casos da doença.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Porto de São Sebastião recebe campanha sobre ebola

Priscila Gomes/Meon

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza na próxima semana campanha de esclarecimento sobre o ebola com os petroleiros do Porto de São Sebastião. Todos os meses o porto recebe ao menos três navios da Nigéria, onde são registrados casos da doença.

A última embarcação daquele país atracou no último dia 17 e gerou preocupação na comunidade portuária após a suspeita de um tripulante doente. O caso não foi confirmado, mas a agência portuária vai fazer a ação para esclarecer os procedimentos adotados em situações de risco de doenças.

“Desde a época da Gripe H1N1 há um plano de contingência desenvolvimento pela agência em toda sua área de atuação”, esclarece o chefe do posto da Anvisa em São Sebastião, Felix Reinaldo Teixeira Plastino. “É importante destacar que não é uma doença de fácil contágio e muitos tripulantes preferem não desembarcar nesses países”, explica.

Santos
As lideranças sindicais portuárias de Santos se reuniram na última semana na sede do Sindaport (Sindicato da Administração Portuária) para obter esclarecimentos sobre o vírus ebola, que se manifestou em quatro países do continente africano.

Everandy Cirino dos Santos, presidente da entidade, abriu o encontro expondo as preocupações dos trabalhadores com relação à chegada ao Porto de Santos de navios provenientes de áreas epidêmicas: Nigéria, Serra Leoa, Libéria e Guiné.

O Superintendente de Fiscalização, Controle e Monitoramento da Anvisa, o médico infectologista Eduardo Hage Carmo, prestou esclarecimentos sobre o vírus e tranquilizou os líderes sindicais, explicando que o risco de infecção para quem viaja para os países comprovadamente afetados com vírus Ebola, até o momento, é considerado muito baixo, a menos que ocorra contato direto com pessoas ou animais (doentes ou mortos) infectados.

Segundo o superintendente, a transmissão do vírus resulta de contato direto com fluídos ou secreções corporais de indivíduos infectados. Portanto, o risco maior de infecção está associado à exposição desprotegida. Carmo frisou que não há qualquer notificação ou suspeita, até o momento, de chegada do vírus ao Brasil.

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