Guará mantém protocolo que permite uso de hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus

Medicamento será utilizado com avaliação médica e autorização dos pacientes

Escrito por: Nicole Almeida2 min de leitura
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Divulgação/Agência Brasil
Um estudo realizado com mais de 96 mil pacientes internados, conclui que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, pode aumentar o risco de morte. (Divulgação/Agência Brasil)

A prefeitura de Guaratinguetá informou que vai manter o protocolo que permite o uso de hidroxicloroquina em pacientes contaminados com o novo coronavirus.

O medicamento será utilizado somente com avaliação médica e autorização dos pacientes, seguindo recomendações do Ministério da Saúde. No último dia 20, o Ministério liberou o uso do remédio para todos os pacientes com a Covid-19 desde os primeiros sintomas da doença, caso tenham prescrição médica.

Segundo a prefeitura, apesar do protocolo para o uso do medicamento, ele ainda não foi utilizado por nenhum paciente no município.

Nesta segunda-feira (25), a OMS (Organização Mundial da Saúde) suspendeu temporariamente o uso do medicamento no tratamento da infecção, após um estudo provar sua ineficácia.

O estudo, realizado com mais de 96 mil pacientes internados, concluiu que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 pode aumentar o risco de morte por arritmia cardíaca em até 45%.

Essa foi a maior pesquisa realizada até o momento sobre os efeitos que as substancias têm no tratamento do vírus. Ele foi publicado na última sexta-feira (22) na revista de divulgação científica Lancet.

De acordo com os dados, entre os pacientes que tomaram a hidroxicloroquina, houve aumento de 34% no risco de mortalidade e de 137% no risco de arritmias cardíacas graves. Quando combinada com antibióticos, a droga aumentou em até 45% o risco de morte nos pacientes e em 411% a chance de arritmia cardíaca grave.

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