Pinda: Justiça reduz em quase 10 anos pena de padrasto que decapitou bebê
Advogado alegou que período de reclusão era superior ao limite da lei

A Justiça reduziu em oito anos a pena reclusiva de Diogo da Silva Leite, que decapitou a enteada Maria Clara, de um ano e três meses de idade, em Pindamonhangaba. O crime foi cometido em 13 de outubro de 2020, quando o autor tinha 23 anos de idade.
Com a decisão atual, ele cumprirá 46 anos, quatro meses e dez dias de prisão, em vez dos 54 anos estipulados no primeiro julgamento.

Em agosto de 2021, dez meses após o assassinato, o padrasto da criança foi condenado a 54 anos de prisão, sem direito a recorrer em liberdade, pelos crimes de esquartejamento, morte, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Ele cumpre pena na Cadeia Pública de Taubaté.
Na ocasião da sentença, o advogado de Silva recorreu da decisão, sob a justificativa de que a duração da pena estava acima do limite legal. O pedido foi acolhido pelo juiz Flávio de Oliveira Cesar, da comarca de Taubaté, e a decisão foi publicada em 21 de fevereiro deste ano.
O crime
No dia posterior ao desaparecimento de Maria Clara, Silva confessou tê-la matado e abandonado às margens da estrada rural de Quiririm, em Taubaté. Até então, a família acreditava que ela pudesse ter sido sequestrada. Silva não revelou a motivação do crime. Ele está preso desde 2020, após ter sido levado a júri popular.
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