“Eu não tava esperando tudo isso”, diz dono dos ‘melhores brigadeiros’ de Taubaté após postagem viralizar nas redes sociais

Post alcançou mais de 50 mil compartilhamentos, quase 27 mil comentários e 55 mil curtidas; Edson vive com a renda exclusiva da venda dos docinhos

Escrito por: Nicole Almeida3 min de leitura
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Arquivo Pessoal
Edson Batista tem 48 anos e há 18 vende brigadeiros. (Arquivo Pessoal)

Conhecido por muitos como dono do “melhor brigadeiro de Taubaté”, Edson Batista vende brigadeiros há 18 anos e vive da renda exclusiva da venda dos docinhos.

Desde o início da pandemia, com o isolamento social e fechamento de comércios, ele teve que se adaptar a uma nova rotina.

“Eu vendo meus doces na rua, vendo nas lojas, nos barzinhos. Com a pandemia, fiquei pensando como eu ia fazer pra pegar e vender. Dai, eu preparo os doces, postos nas redes sociais, e o pessoal vem em casa buscar”.

Na última sexta-feira (12), no Dia dos Namorados, ele fez um post em suas redes sociais divulgando seu trabalho, mas o que ele não esperava, é que a postagem viralizaria nas redes sociais.

Na publicação ele diz:

“Como não estou podendo sair pra vender ainda, devido ao isolamento social…Preparei alguns doces, pra vender aqui em casa…!

Como eu moro sozinho, minha única fonte de renda é a venda dos meus brigadeiros.

Caso alguém queira, é só entrar em contato, que passarei meu endereço…!

Gostaria que vocês me ajudassem, pois, estou juntando dinheiro para pagar o meu aluguel, água, luz..”.

Arquivo Pessoal
Publicação teve mais de 50 mil compartilhamentos, quase 27 mil comentários e 55 mil curtidas. (Arquivo Pessoal)

O post teve mais de 50 mil compartilhamentos, quase 27 mil comentários e 55 mil curtidas.

“Eu não tava esperando tudo isso, levei até um susto. Teve gente que ficou até sem doce, pessoal queria mais”, conta.

Ele afirma que desde que a postagem viralizou, muita gente tem entrado em contato para fazer encomendas e ajudar.

“To tendo ajuda de pessoas anônimas, financeiramente e com alimentos. To juntando o dinheiro para pagar aluguel, água, luz. Tem pessoas que são de outra cidade e encontram em contato só querendo ajudar mesmo”.

Ele brinca, que antes da quarentena seus doces já “voaram até de avião, pra Colombia, Orlando e Canadá”.

Antes da pandemia, Edson chegava a vender 50 docinhos por dia. Nos últimos meses, a venda caiu muito, tendo dias que não conseguia vender nenhum doce.

Arquivo Pessoal
Ele trabalha com a venda de brigadeiros, beijinhos e cajuzinhos. (Arquivo Pessoal)

Edson afirma estar grato com toda repercussão e dá um conselho à aqueles que tem um pequeno negócio e estão enfrentando dificuldades, ou estão começando a traçar esse caminho

“Tenha fé e nunca desista dos seus sonhos. Vá em frente. A gente não conquista os clientes da noite pro dia, a gente conquista com educação, simpatia, amor, carinho e dedicação.

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