São Sebastião cobra solução da Petrobras sobre área contaminada
Durante reunião realizada no Centro de Saúde da Topolândia, os técnicos da Secretaria da Saúde de São Sebastião (Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Coordenação de Unidades) cobraram dos representantes da Petrobras a formalização do projeto de estudo tóxico-epidemiológico que abrange a população atendida pelo Saraci (Serviço de Atenção aos Residentes da Área Contaminada do Itatinga).


Obras em Itatinga estão paralisadas para não comprometer a saúde da população
Luciano Vieira/PMSS
Durante reunião realizada no Centro de Saúde da Topolândia, os técnicos da Secretaria da Saúde de São Sebastião (Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Coordenação de Unidades) cobraram dos representantes da Petrobras a formalização do projeto de estudo tóxico-epidemiológico que abrange a população atendida pelo Saraci (Serviço de Atenção aos Residentes da Área Contaminada do Itatinga).
A exigência surgiu após os representantes da Petrobras comunicarem apenas verbalmente a intenção da realização do estudo e apresentação informal dos representantes da suposta empresa contratada.
De acordo com a chefe da Vigilância Sanitária de São Sebastião, Geórgia Michelucci, a oficialização é imprescindível, uma vez que o projeto do estudo toxico-epidemiológico deverá passar por avaliação conjunta dos técnicos de Vigilância em Saúde Estadual e Municipal.
“Até o momento desconhecemos o conteúdo deste projeto, bem como a expertise da empresa contratada pela Petrobras, ficando em aberto questões importantes como o objetivo do estudo, definição da metodologia e qualificação dos profissionais envolvidos”.
Geórgia fez questão de ressaltar que as exigências feitas à Petrobras seguem às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde para Elaboração de Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana por Exposição a Contaminantes Químicos – 2010.
“Entre as recomendações da Secretaria da Saúde que constam do Relatório Técnico do Caso Itatinga protocolado no Ministério Público (MP) em 08/05/2014, a avaliação e o estudo epidemiológico deverão ser preferencialmente feitas por Instituição de Ensino ou Pesquisa que detenham expertise para garantir as questões éticas e, ainda, resultados confiáveis e imparciais”.
Ainda de acordo com Geórgia, a Secretaria de Saúde ressaltou que o atendimento as recomendações acima visam garantir a eficácia do modelo de gestão da área contaminada. Estas ações somente serão alcançadas se a Petrobras concordar com a Proposta de aditamento do TAC já discutido com o MP e as partes, que contempla o melhor modelo de gestão do caso primando por medidas mais protetivas a Saúde Pública.
“As obras de remediação estão paralisadas em decorrência das incertezas relacionadas aos riscos à saúde da população potencialmente exposta somada à inércia da Petrobras diante da proposta do aditamento do TAC que poderia superar os impedimentos e solucionar definitivamente o caso”, finalizou.
Estatal
A Petrobras informa que enviou à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) a carta que formaliza a contratação do Estudo Epidemiológico, através de correspondência pelos Correios e e-mail. A companhia ressalta que a empresa contratada foi formalmente apresentada à Secretaria em reunião ocorrida em 25 de julho.
A contratação deste estudo é resultado das diversas reuniões e discussões, registradas em atas, sobre o tema que vem ocorrendo desde início de 2013 com esta Secretaria. Essas discussões levaram à definição do escopo do estudo, bem como das especialidades médicas requeridas. A contratação do estudo demonstra o comprometimento da Petrobras com as questões de saúde da comunidade de Itatinga.
ESPECIAL ITATINGA
Restos de petróleo causam problemas para moradores de São Sebastião
Itatinga: retirada de contaminante afeta casas e causa transtorno
MP realiza reuniões para averiguar contaminação por petróleo
Moradores de Itatinga alegam que escavação causou problemas de saúde
Posts Relacionados

Chuvas em setembro aumenta em 30% o serviço de tapa-buracos

HM recebe classificação A+ da Sociedade Brasileira de Ortopedia

Sete procurados pela Justiça são capturados em menos de seis horas no Vale do Paraíba
