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Júnior passou seis anos na Argentina

Thiago Fadini/Meon

Ainda deixando escapar um pouco do sotaque ‘hermano’, o central Júnior chegou nesta semana ao São José Vôlei e já iniciou os trabalhos físicos e de readaptação à quadra. 

Assim como o líbero da seleção brasileira Mário Júnior, José Jorge Souza Santos Júnior, de 27 anos, é um dos reforços repatriados pelo time do Vale do Paraíba para a disputa da Superliga 2015/2016. O gigante de 2,07m passou seis anos na Argentina, onde foi ‘campeão de tudo’. Se era ídolo e faturou tudo, por que retornou ao Brasil? A ambição e a conversa com um velho amigo deram o impulso para que ele optasse por São José dos Campos. 

“Estou feliz demais em voltar para o Brasil depois de tanto tempo. Tive a felicidade de ganhar quase tudo, ganhei mais de dez títulos lá e perdi um pouco a ambição. Tenho minha família, minha esposa e minha casa por lá, mas na questão esportiva pesou bastante isso. Como não tinha mais nenhum objetivo diferente pra alcançar e somando a proposta que o Lorena fez de voltar a jogar no Brasil, nem pensei”, afirmou o jogador baiano de 27 anos. 

Antes de partir para o solo argentino, o central do São José passou pelas equipes do Blumenau e Vôlei Futuro. Em 2007, Júnior foi campeão mundial pela seleção brasileira juvenil. No país platino, jogou por UPCN VOLLEY e Bolívar e conquistou o terceiro lugar no Mundial de Clubes 2013/2014 (torneio em que foi eleito o melhor central da competição), o Campeonato Sul-americano de Clubes de 2013 e a da Liga A Argentina da temporada 2013/2014. 

Para Júnior, a adaptação ao elenco não será problema e a alegria de jogar em casa é um grande motivador. A estreia, no entanto, deve ocorrer apenas na Superliga por conta da questão técnica. 

“Adaptação não vai ser problema, porque já conhecia todo mundo, já joguei contra todo mundo quando estava no Vôlei Futuro. Estou bem contente porque é o que eu queria. Agora é trabalhar porque a Superliga está forte”, falou. 

Por fim, o meio de rede do São José Vôlei garantiu que está no Brasil para ficar e voltou a usar a palavra ‘ambição’ para especificar o desejo de vestir a camisa amarela do time comandado por Bernardinho. 

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Conversa com Lorena foi determinante para a vinda do central Júnior

Thiago Fadini/Meon

“Voltei para o Brasil para ficar, não tenho a intenção de voltar a jogar na Argentina, quero fazer meu nome no Brasil, tenho 27 anos ainda e tenho intenção de ficar”. 

“Com 27 anos se não pensar na seleção não vou ser ambicioso e cara que não tem ambição não chega a lugar nenhum. Para esse ano é difícil, mas confio nas minhas condições”, concluiu Júnior.