1551689_636328793096164_804251270_n

Rodolpho Granato é o capitão do São José Vôlei

Arquivo Pessoal

Ele chegou à São José dos Campos há um ano e meio e pode fazer história no voleibol joseense neste sábado (12). Aos 28 anos, Rodolpho Granato é o capitão do São José Vôlei que decide a Superliga B contra o Voleisul/Paquetá (RS). Nessa entrevista exclusiva ao Meon, Rodolpho conta que havia deixado o esporte e só retornou ao Vôlei depois do convite feito pelo técnico Reinaldo Bacilieri: "Eu estava há três meses sem jogar e a confiança do Reinaldo foi fundamental na minha volta por cima".

Você tem um longa carreira no voleibol e passou por grandes clubes do país. Como foi que surgiu a oportunidade de jogar pelo São José?
Eu aqui cheguei em novembro de 2012, por meio de um convite do Reinaldo Bacilieiri (técnico do São José) e que apareceu em um momento que eu enfrentava algumas dificuldades no Vôlei. Eu tive uma carreira sólida por muito tempo, mas depois de um período as coisas não estavam andando de uma maneira positiva. Depois de três meses que eu estava sem jogar, o Reinaldo me convidou e aceitei. A responsabilidade que ele me deu fez com que eu tivesse confiança em mim e no meu trabalho e foi fundamental na minha volta por cima.

Como o capitão do time, como vê a responsabilidade de comandar a equipe em um decisão, depois de uma campanha histórica na primeira fase?
É a minha primeira final de brasileiro pelo São Jose. Já disputei finais dos Jogos Regionais, dos Jogos Abertos, mas em nível nacional é a minha primeira decisão. É uma honra ser capitão desse time. Aqui é o lugar onde eu me sinto praticamente em casa. Não penso em sair daqui tão cedo, já que tudo em São José me deixa muito bem.

Qual o ponto forte desse grupo do São José Vôlei?
Todos nós queremos muito o título e o grande trunfo do time é a união. Por exemplo, eu sou o capitão, mas todos temos um pouco de liderança. Todos têm muita paciência um com o outro, principalmente do time titular, onde todo fazemos parte do grupo desde a temporada passada. Hoje os jogadores sabem a hora certa para dar uma chamada mais firme, sem prejudicar o trabalho. Temos um grupo unido, estamos indo para essa final confiante.

Você tem mais de 15 anos no voleibol. Como as experiências que você viveu durante sua carreira o credenciaram a um time que tem ambição de ser tornar de ponta?
Eu comecei na minha cidade natal, Rezende (RJ), em 1996 quando tinha 11 anos. Na época meu treinador, José Jorge Jovino, foi o cara que me deu a base de tudo que sei hoje em dia. Ele realmente fez parte da minha vida e tudo que eu tenho hoje, sou grato a ele. Em 2001, o Fernando Keller me levou pra fazer a peneira do Banespa/SP e eu passei. Eram cinco mil atletas e eu fui um dos selecionados. Um ano depois fui convocado pra seleção de base onde fiquei por quatro anos, fui bi-campeão sul-americano e vice mundial. Na Superliga passei pelo Bento Vôlei, São Caetano, Sada/Cruzeiro e depois fui pra Indonésia onde passei duas temporadas. Foi nessa experiência internacional que cresci muito como líder, fui como estrangeiro e mesmo não falando a mesma língua, todos confiavam no meu trabalho. A coragem, o fato de encarar o jogo de frente, eu ganhei na Indonésia.

Qual o recado você deixa para a torcida joseense?
A torcida de São José até hoje nos apoiou muito, em nenhum momento criticou e agora nesse momento especial, o que a gente quer é ser campeão, a torcida merece esse título e faz parte de toda nossa conquista.