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Quem acompanhou a cobertura do MEON sobre o Miss Brasil 2017 viu a vitória de Monalysa Alcântara, do Piauí, no sábado, 19, em Ilhabela, e conheceu um pouco mais sobre cada concorrente. Agora a próxima e última etapa é o Miss Universo, que será no dia 26 de novembro na cidade de Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos. Com um pouco mais de três meses para o concurso, Monalysa tem uma imensa responsabilidade nas costas: representar o Brasil e garantir que o país desponte no Top 15 (ou Top 13, como no caso do último concurso), continuando com a hegemonia brasileira de classificações consecutivas desde 2011, ano que o concurso ocorreu aqui mesmo no Brasil, na cidade de São Paulo. Só que dessa vez não serão 27, mas cerca de 80 a 90 concorrentes ao título de mulher mais bela do mundo: a briga é ainda maior.

MAIS DIFÍCIL PARA A BRASILEIRA

E o que mais apavora os fãs brasileiros que estão sedentos pela terceira coroa para o país (gosto que não sentimos desde 1968) é o calcanhar de Aquiles de todas as misses até então: o inglês. A comunicação na língua estrangeira é mais que obrigatória, é essencial. Raíssa Santana, Miss Brasil 2016, arrancou suspiros de todo o mundo e despontou como franca favorita em Manila, nas Filipinas, local da última edição do Miss Universo. Mas Raíssa não tinha inglês fluente. Ao serem chamadas a integrar o Top 13, o apresentador do concurso, Steve Harvey, fez uma pergunta para cada concorrente e Raíssa não soube responder com segurança, motivo pelo qual não avançou ao Top 9. A questão é que o inglês de Monalysa também é de nível básico, e isso tem gerado intermináveis fóruns de debate entre os fãs em fanpages do Facebook e Instagram, em páginas não oficiais.

A pergunta no início do concurso e a divisão das classificadas em Top 13, 9, 6 e 3 estão entre as reformulações que o Miss Universo passou no último ano. Para quem não sabe, o atual presidente norte-americano, Donald Trump, era o detentor do concurso até passá-lo para as mãos da empresa WME-IMG, do empresário William Morris Endeavor, em setembro de 2015. Os organizadores deixam claro que não procuram mais apenas por beleza, mas por uma mulher engajada, comunicativa e que represente o novo papel feminino na sociedade.

Isso não reflete, porém, na escolha da francesa, Iris Mittenaere, como Miss Universo. Que ela é belíssima não há dúvidas, mas ela se mostrou apagada durante o período de confinamento nas Filipinas, e não demonstrou todo esse engajamento feminino que o concurso tanto pregou. A escolha de misses como Quênia, Estados Unidos e Haiti (vice-campeã) foi surpresa para o mundo todo. Por mais que não fossem as “mais bonitas”, as moças possuíam excelente oratória e personalidade, além de fazerem parte de algum projeto social. De qualquer forma isso nada bastou, pois a francesa levou a coroa nitidamente porque era a mais bem apresentável. A organização se mostra, portanto, controversa. Nunca sabemos o que esperar do Miss Universo.

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Reprodução

As famosas medidas de uma miss “perfeita” (90 cm de quadril, 60 cm de cintura, 90 cm de busto) também estão dando espaço tanto para modelos mais esguias quanto para modelos com mais curvas. A representante canadense, Siera Bearchell, por exemplo, chocou o planeta por estar “acima do peso” e conseguir chegar ao Top 9.

Enfim, tudo isso para chegarmos a um denominador comum: Monalysa Alcântara. Comparada às demais concorrentes do Miss Brasil, Juliana Mueller, do Rio Grande do Sul, segundo lugar no concurso, era a mais desejada pelos fãs a assumir o posto, assim como a capixaba Stéphany Pim, terceiro lugar. Muito se lamentou também o título não ser dado à representante de Pernambuco, Iully Thaísa, e a sergipana Saiury Carvalho merecia o Top3. Em suma, isso serviu para mostrar que o Miss Brasil realmente se vence no dia, não importando favoritismo. Monalysa dominou o concurso, conquistou o público e estava segura do início ao fim, lembrando a sucessora Raíssa no ano passado. 

Botando na balança os pontos fortes e fracos da nova Miss Brasil, as medidas ficam equilibradas. Por um lado, a excelente passarela, a simpatia, o empoderamento feminino presente no discurso (como a luta contra o racismo e o sucesso da menina de origem humilde), além de uma beleza encantadora e juvenil, garantem visibilidade para a moça; por outro lado, a falta do inglês e participação em um projeto social reduzem consideravelmente as chances da piauiense a coroa universal.

Como o Miss Universo é uma caixinha de surpresas, só acompanhando no dia para saber. Algumas páginas do Instagram já dão Monalysa como favorita, mas existem competidoras realmente belas, como a mexicana Denisse Franco e a tailandesa Maria Poonlertlarp Ehren. Outras fanpages a comparam com as misses dos EUA, Kára McCullough, e França, Alicia Aylies, ambas com o mesmo perfil da brasileira, questionando qual delas se sairá melhor na competição. O fato é que a escolha de Monalysa foi justa. Cabe a jovem e a organização fazerem a melhor das preparações para o Miss Universo e torcer por mais uma boa representação do Brasil lá fora.

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