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Tom Brady mantém domínio na NFL e não dá sinais de que vai parar tão cedo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Pouca gente imaginava que Tom Brady conseguiria realizar o feito que obteve ao sagrar-se pela sétima vez campeão na NFL com a vitória do Tampa Bay Buccaneers sobre o Kansas City Chiefs por 31 a 9 no Super Bowl 55, disputado neste domingo (7).

A descrença parece ter aumentado ainda mais a confiança do Brady, que cravou com mais força o seu nome na história da liga e ajudou a recolocar os Bucs em evidência após anos de ostracismo e campanhas negativas.

Com o sétimo título, ele aumenta a vantagem como jogador mais vitorioso da liga, agora com dois anéis a mais que o concorrentes mais próximo (Charles Haley) na era do Super Bowl. Outro número que mostra o domínio de Brady é o fato de que se fosse uma franquia, seria a mais vencedora da liga. New England Patriots e Pittsburgh Steelers somam seis conquistas cada.

A cada temporada, fica mais difícil não enxergar Brady como o maior jogador da história da NFL. São sete títulos, cinco prêmios de jogador mais valioso da decisão e uma forma física e mental de dar inveja a qualquer quarterback mais jovem. Aparentemente, o tempo só faz bem ao camisa 12.

Vale lembrar que no Super Bowl 54, Brady vestia terno e gravata no pré-jogo do duelo entre Chiefs e San Francisco 49ers em fevereiro de 2020 —jogo vencido pelos Chiefs. Ao ser questionado onde estaria na próxima decisão da NFL, ele disse que a única certeza é que não estaria de terno. E foi o que aconteceu.

Em março do ano passado, ele decidiu colocar um ponto final na sua trajetória no New England Patriots após 20 temporadas e seis títulos. Descontente com o elenco que tinha à disposição e com o relacionamento longe do ideal com o técnico Bill Belichick, Brady decidiu levar seu talento para os Buccaneers, franquia que somava 12 temporadas seguidas com mais derrotas do que vitórias, não disputava os playoffs desde 2007 e havia conquista o único título da liga em 2002.

Logo de cara a dúvida era se Brady seguiria competitivo longe do sistema de jogo criado por ele e Belichick ao longo dos últimos anos. E vimos que o quarterback saiu-se muito bem sob o comando de Bruce Arians depois de um período de adaptação no começo da temporada regular.

Com a vaga garantida para os playoffs, Brady deixou para trás o Washington Football Team na rodada de abertura. Na semifinal da Conferência Nacional, o camisa 12 liderou o triunfo sobre o New Orleans Saints de Drew Brees. Na decisão da conferência, vitória sobre Aaron Rodgers e o Green Bay Packers. Todos os jogos fora de casa.

No Super Bowl 55, o aguardado confronto com o provável sucessor, Patrick Mahomes. Mas Brady mostrou que o trono seguirá ocupado por mais algum tempo, enquanto o jovem dos Chiefs sofreu com a defesa adversária.

Aos 43 anos, Brady tinha como objetivo jogar até os 45, mas declarou na semana que antecedeu o Super Bowl 55 que não descarta seguir na liga depois de atingir a marca. Com mais um ano de contrato com os Bucs, ele avisou logo depois de ser eleito o melhor jogador da decisão. "Eu voltarei".

O técnico Bruce Arians e o tight end Rob Gronkwoski, amigo próximo do quarterback, também já afirmaram que seguiram na franquia, que deve manter boa parte do elenco. Tudo para que Brady vá em busca do oitavo anel. E dá para duvidar do camisa 12?

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