Cunha: natureza, arte, cultura, beleza e hospitalidade

O município de Cunha ocupa 1.410 km² de colinas e montanhas, aninhada entre as serras da Quebra-Cangalha, da Bocaina e do Mar. A cidade faz divisa com Ubatuba, São Luiz de Paraitinga, Lagoinha, Guaratinguetá, Lorena, Silveiras, Areias, São José de Barreiro no estado de São Paulo e Angra dos Reis e Paraty no estado do Rio de Janeiro.

A altitude media é de 1.100 metros e os pontos mais altos são o Pico da Pedra da Macela (1.840 metros) e o Pico do Cume (1.630 metros). O clima é temperado e seco, com variações de temperatura de –3 a 15 ºC no inverno e de 15 a 25 ºC no verão.


Pico da Pedra da Macela


Cunha possui paisagens lindas, bons restaurantes e excelentes opções de passeios em meio à natureza ou visitas às dezenas de ateliês de cerâmica existentes na cidade. As cerâmicas são verdadeiras obras de arte. Em muitos ateliês, é possível acompanhar o processo de produção da cerâmica e até mesmo a abertura de fornadas, basta conferir o calendário divulgado pelos ceramistas.

Os restaurantes vão de self-service a preços populares a gastronomia requintada, com opções para todos os bolsos. O ideal é reservar pelo menos uma ou mais refeições para saborear os pratos feitos com ingredientes típicos da região, como truta, o shitake e o pinhão. 

HISTÓRIA

A Estância Climática de Cunha tem suas origens por volta do ano de 1695, quando os primeiros aventureiros que percorriam a chamada Trilha de Guaianases paravam, para descansar da subida da serra ou simplesmente para reabastecimento das provisões necessárias à retomada do percurso, com destino as Minas Gerais.

Entre os primeiros viajantes que se fixaram na região compreendida entre o Taboão, Campo Alegre e Boa Vista, estava Luiz da Silva Porto, português abastado, que juntamente com outros pioneiros ergueu no bairro denominado Boa Vista, em 1724, um pequeno templo consagrado a Jesus, Maria e José.

O ano de 1730 marcou o início da construção de um povoado na região. Juntou-se aos primeiros colonizadores, um homem de nome Falcão, com sua família e o Frei Manuel, que na capelinha existente nos arredores do Ribeirão Lavapés entronizou a imagem de Nossa Senhora da Conceição. A imagem três vezes ali colocada, outras tantas dali desaparecida, era encontrada, sempre, no alto de um morro. Atribuindo esse fato a um milagre, o povo juntamente com o religioso, ergueu um templo, contando também com a ajuda de índios e escravos, no próprio local onde a imagem fora encontrada.

Na mesma época a família Falcão construiu uma capela dedicada a Sagrada Família, no bairro da Boa Vista, no lugar do pequeno templo construído por Luiz da Silva Porto, e por causa deste fato, durante um bom tempo, o povoado passou a ser conhecido como povoado do Falcão, e devido a uma corruptela lingüística popular, também ficou conhecido como povoado do Facão.

Em 1736, o povoado do Facão torna-se distrito de Guaratinguetá. Mais tarde, entre 1748-1749, foi o povoado elevado à categoria de freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Facão. A essa altura, a Capela de Jesus, Maria e José, na Boa Vista, deixou de ser a capela principal da região, porque a Freguesia passou a ser Sede Paroquial.

Em setembro de 1785, a freguesia foi elevada à categoria de Vila, passando a denominar-se Vila de Nossa Senhora da Conceição de Cunha, em sua homenagem, mais tarde, devido a este fato, ficou conhecida apenas como Cunha.

No começo do século XIX com o início da produção cafeeira na região do Vale do Paraíba, começa um novo ciclo de desenvolvimento econômico para Cunha e o antigo caminho do ouro teve sua trilha ampliada e calçada para que as tropas pudessem escoar a produção do café para o porto de Parati.

Em 1858 veio a autonomia política com a então vila sendo elevada à categoria de cidade, tornando-se comarca no ano de 1883. Logo a seguir, no ano de 1888, veio a libertação dos escravos e conseqüentemente a decadência da produção cafeeira na região e um período de letargia econômica para a cidade.

Em 1932 , Cunha foi palco da Revolução Constitucionalista, quando um batalhão da marinha subiu a Serra do Mar com a intenção de chegar a São Paulo tentou passar pela cidade. Durante três meses houve intensos combates. Um lavrador chamado Paulo Virgínio, morto por não revelar o local e a posição das tropas paulistas. Considerado herói e mártir da revolução, um monumento em sua homenagem foi construído às margens da estrada que liga Cunha a Parati, que passou a ser chamada Rodovia Paulo Virgínio.

No ano de 1945, o município passou a ser classificada como Estância Climática. No ano de 1993, a cidade assumiu de vez sua identidade turística através de seu Conselho de Desenvolvimento, realizando neste ano a sua primeira temporada de inverno com calendário de eventos e roteiro de atrações turísticas.

Vídeo

Raio X

Prefeito
Rolien Guarda Garcia (2017-2020)

População
População estimada [2017]: 21.929 pessoas
População no último censo [2010]: 21.866 pessoas

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015]: 2,1 salários mínimos
Pessoal ocupado [2015]: 2.489 pessoas
População ocupada [2015]: 11,3%

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 98 %
DEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 5.6
DEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 4.3

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 8.931,88
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 91,2 %
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.684

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 13,22 óbitos por mil nascidos vivos
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 8 estabelecimentos

Hino
Salve
Doce Terra Querida
Berço de Toda Vida
Marchetada de Flores
Salve
Mar de Morros que Traz
No Murmúrio do Vento
Uma Prece de Paz
Terra santa
Bendito Chão de Heróis
Em Teu Solo Repousam
O Homem e o Ideal
Salve
No Combate
És Muralha
E em teu Chão se Espalha
Uma dor tão Falaz
Salve
Salve Cunha
Querida Razão da Minha
Vida És Morada da Paz

Letra:

Ernesto Veloso dos Santo
Melodia:
Antônio Benedito dos Santos

Saiba mais
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CUNHA

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Por Redação, em Cunha

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