O novo bicho-papão

Clima de Halloween, como era no passado? Doces ou travessuras, ninguém quarentenado… Mas, mesmo em casa, a personificação do medo ainda se mantém abaixo do colchão Chame como quiser: Bitu, papa-gente, cuca ou, o mais conhecido, bicho-papão A criança aterrorizada usa do cobertor como proteção Quem dera se todos os problemas tivessem essa solução E […]

Escrito por: Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro1 min de leitura
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Clima de Halloween, como era no passado?

Doces ou travessuras, ninguém quarentenado…

Mas, mesmo em casa, a personificação do medo ainda se mantém abaixo do colchão

Chame como quiser: Bitu, papa-gente, cuca ou, o mais conhecido, bicho-papão

A criança aterrorizada usa do cobertor como proteção

Quem dera se todos os problemas tivessem essa solução

E se cobrirmos a mata devastada com plantação?

Ops, as queimadas não permitirão

Fácil! É só trazer mais água, aquela que já está escassa

Apagamos a chama e tudo se salva!

Ou não…

Fauna, flora, história…

Tudo às cinzas, impossível a ressuscitação

Calma, não se preocupe, podemos lamentar no funeral

onde o capitalismo, com um lencinho preto, enxuga suas lágrimas de crocodilo

Afinal, os jacarés estarão ocupados no caixão

Fique calmo, querido, sei que a verdade queima

Porém, já é hora de ninar

Nana neném, se não a cuca vem pegar

Mamãe foi na roça

E papai achar a resposta

Mas calado à casa volta

Por isso, por meio desses versos, eu te questiono

Quem são os verdadeiros monstros?

Parceria:

Com supervisão de Samuel Strazzer, jornalista do Grupo Meon

Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro
Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro

Aluna do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos

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