Por Manuela Yumi e Maiara Akemi | Colégio Luce Prima Em Alunos Atualizada em 24 SET 2020 - 16H13

Os gatos no Egito

Entenda por que os egípcios adoravam tanto os gatos e conheça outras curiosidades sobre esses felinos

No Egito antigo, os gatos eram muito bem tratados, pois os egípcios os consideravam criaturas mágicas e símbolo de boa sorte. Como viviam da agricultura, os egípcios tinham sérios problemas com roedores, que, além de acabarem com as plantações, causavam diversas doenças na população.

Enquanto os cachorros perderam suas principais características primárias quando foram domesticados, os gatos, que nunca foram completamente domados, foram de grande ajuda, pois caçavam muito e com muita agilidade.

Outro motivo para os egípcios adorarem os gatos foi a deusa Bastet, a deusa da família, fertilidade e amor. Representada como uma mulher com a cabeça de um gato, era a única divindade egípcia capaz de se transformar nesse felino. Assim, os gatos se tornaram animais reverenciados e sagrados.

Esses animais tão adorados, quando mortos, eram mumificados, muitas vezes perto de seus donos, que raspavam as sobrancelhas e continuavam a lamentar até que as sobrancelhas voltassem a crescer. O faraó Amenhotep III, por exemplo, tinha um sarcófago reservado para seu gato Tamit, quando este morresse. Aliás, quando os animais morriam, alguns membros das famílias mais apegados aos bichos poderiam mostrar seu luto de diferentes meios.

Caso alguém matasse um desses adorados seres, mesmo que por acidente, essa pessoa era condenada à morte. Famílias ricas vestiam os gatos de joias e lhes ofereciam alimentos próprios da realeza. É também possível perceber que, na época, eram feitas muitas estátuas e pinturas com os felinos. Não são poucas as vezes que animais são encontrados mumificados em templos egípcios dedicados a grandes figuras da nobreza, simplesmente por terem sido queridos em vida.

Todos os felinos domésticos atuais vêm do gato selvagem do Oriente, que gerou as raças conhecidas hoje; a raça Mau Egípcio é um exemplo. Apesar de ser um cruzamento recente, o Mau Egípcio nasceu a partir de dois gatos trazidos do Egito.

Mal sabiam os egípcios que, ao final da idade antiga, iniciaria a idade média ou idade das trevas, que foi péssima para os gatos. Com a disseminação da peste negra, a população passou a matar esses animais, achando que isso acabaria com a doença. Porém, como consequência, os ratos infectados com a pulga se proliferaram, aumentando, assim, o contágio da doença.

Infelizmente, até hoje os gatos são vítimas de preconceitos. Entretanto, sabemos que nenhum gato merece ser maltratado ou desprezado, ou seja, sigam o exemplo dos egípcios.

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Com supervisão de Nicole Almeida, jornalista do Grupo Meon.

Escrito por
luceprima (Arquivo Pessoal )
Manuela Yumi e Maiara Akemi | Colégio Luce Prima

Alunas do 7º ano do Ensino Fundamental II do Colégio Luce Prima, em São José dos Campos

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