Poema: Chamas

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Escrito por: Maria Victória Auricchio Saes2 min de leitura
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Era sol. Era fogo. Era estrela.

Era um caminho cego e reluzente.

Era impossível contê-la

E prendia meu brilho fadado

Por sua luz cujo reflexo mente.

E não sente o desespero que semeia?

Cobre-nos com sua névoa ilusória

E faz-nos refém em sua teia

Pois lhe convém tornarmos tua escória

Para que gentil, tenhamos paz em tua luz.

Mas tua paz é a guerra

É no olhar sufocado, pulso inundado,

Que traz sua fera em sorriso sádico

Penetrando em um anseio quebrado.

E então faz-se mágico.

Me encerra e me conserta.

E ainda assim, teu olhar comigo flerta,

E envolve-me em um sorriso compensatório.

Me faz lutar, me fez sonhar,

Me fez eminente sob teu pedestal notório.

Foi um céu infernal que com fúria abençoa.

É a dor gentil cuja falta magoa.

Teu mal me eleva

Teu bem sutil me destrói

Me fez submersa em treva

E após, proclama-se herói.

És uma delicada chama perversa

Me intriga, me machuca, me infesta

Por que eu amo o que me odeia?

Por que tolero o que me insulta?

Por que afogo o que a alma anseia?

Por que meu orgulho à mente sepulta?

Me faz pequeno, simples, deplorável

Me sustenta, me atura, me aguenta

Me fez tão forte e tão vulnerável

Que tua falta me atenta e prende minha mente instável.

Tão pequena, tão estranha, tão fugaz…

Mal ela sabe a falta que uma alma faz.

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Maria Victória Auricchio Saes
Maria Victória Auricchio Saes

3° ano do Ensino Médio - Colégio Poliedro - São José dos Campos

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