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Bolsas da Europa fecham em alta com BCE, balanços e premiê britânico no radar

As principais bolsas europeias fecharam no positivo nesta terça-feira, 23. A esperança de que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie novas medidas de estímulo monetário na quinta-feira continuou a aquecer os pregões europeus, enquanto investidores digerem a eleição de Boris Johnson como novo presidente do Partido Conservador e, assim, o próximo primeiro-ministro do Reino Unido.

O mercado também acompanha a temporada de balanços de empresas europeias. O Banco Santander relatou hoje que obteve no primeiro semestre de 2019 lucro 18,2% maior que entre janeiro e junho do ano passado. O suíço UBS também teve alta do lucro líquido no segundo trimestre do ano atual em relação a igual período de 2018.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,98% para 391,54 pontos, com destaque para o subíndice de automóveis, que ganhou 3,79%. As fabricantes de peças e automóveis Faurecia (+11,49%), Pirelli (+8,64%), Hella (+6,80%), Continental (+6,31%) e Prysmian (+5,85%) lideraram ganhos no Stoxx 600 hoje.

Com o impulso do setor automobilístico, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 1,64% para 12.490,74 pontos, com ganhos substanciais da Continental, Daimler (+4,35%), BMW (+3,85%) e Volkswagen (+3,79%). Também foi o caso da Bolsa de Paris, onde o índice CAC 40 ganhou 0,92%, a 5.618,16 pontos, com valorização dos papéis da Peugeot (+3,70%), Renault (+2,53%) e Michelin (+1,83%).

As automobilísticas italianas também tiveram ganho e favoreceram o índice FTSE MIB, que avançou 1,01% para 21.954,66 pontos, com alta da Pirelli, Prysmian, Fiat (+3,08%) e Ferrari (+1,14%).

A perspectiva de maior acomodação monetária pelo BCE alimentou o apetite por risco nas bolsas. A instituição anuncia a sua decisão de política monetária na próxima quinta-feira. Os economistas Vitor Sun Zou e Angel de Quevedo, do BBVA Research, preveem que o BCE irá "abrir a porta para cortes de juros e condicionar suas diretrizes a expectativas de inflação" na próxima reunião. Os analistas destacam os riscos das tensões comerciais à economia global, a desaceleração econômica na zona do euro e as baixas previsões de inflação como justificativas para a adoção de uma postura mais "dovish" pela autoridade monetária.

Já o próximo premiê britânico divide as opiniões de investidores por sua promessa para o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Johnson já garantiu que o país sairá do bloco com ou sem acordo na data-limite de 31 de outubro. Mas o trato negociado por sua antecessora com a UE, tido em Bruxelas como o único possível, já foi rejeitado três vezes pelo Parlamento britânico, apesar de a Casa também se opor a uma saída abrupta.

Ainda assim, "os mercados acionários parecem dar a Johnson o benefício da dúvida, com um Brexit sem acordo ainda não precificado", avalia a economista-chefe do Stifel, Lindsey Piegza. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,56%, aos 7.556,86 pontos.

Também teve destaque no noticiário europeu a derrota do primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez em seu voto de confiança no Parlamento, ao não conseguir o apoio suficiente para formar um novo governo. Independentemente da incerteza política, a economia da Espanha tem apresentado desempenho melhor que o esperado, segundo o BBVA, e a expansão moderada deve se sustentar pelo restante do ano. O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 1,29%, aos 9.281,60 pontos.

A Bolsa de Lisboa também fechou no azul, com alta de 0,65% do índice PSI 20, aos 5.215,03 pontos.

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