Sociedades médicas pedem aval para mais tratamentos
Sociedades médicas de diversas especialidades estão mobilizadas para tentar fazer a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mudar de ideia sobre a inclusão de novos procedimentos no rol. Desde sexta-feira – e até o próximo dia 19 -, continua em consulta pública a proposta da agência de incluir 11 novos procedimento na lista de coberturas…

Sociedades médicas de diversas especialidades estão mobilizadas para tentar fazer a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mudar de ideia sobre a inclusão de novos procedimentos no rol. Desde sexta-feira – e até o próximo dia 19 -, continua em consulta pública a proposta da agência de incluir 11 novos procedimento na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
O número, no entanto, frustrou as entidades médicas que viram vários pedidos de inclusão serem ignorados. Ao todo, a agência recebeu 109 sugestões de novos tratamentos e selecionou só 34 – e apenas parte deles vai para consulta pública.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia, por exemplo, se organiza para fazer intervenções durante a consulta pública para tentar convencer a agência a incluir na cobertura dos planos um tipo de tomografia capaz de estimar o risco de um paciente sofrer enfarte e outras doenças cardíacas no futuro.
Já a Sociedade Brasileira de Urologia articula abaixo-assinado para pedir a inclusão da prótese peniana inflável, indicada para homens com disfunção erétil grave, que não respondem aos medicamentos. Hoje, os planos são obrigados a cobrir apenas uma outra tecnologia: a prótese peniana maleável. “Com as maleáveis, o homem fica com uma ereção contínua, o que é incômodo e constrangedor em algumas situações”, diz Antonio de Moraes Junior, chefe do departamento de Andrologia da SBU.
A sociedade estima que mais de 3 milhões de brasileiros necessitem da prótese.
Erro nos formulários
A gerente-geral de regulação assistencial da ANS, Raquel Lisboa, afirma que mais da metade dos mais de cem pedidos de incorporação nem teve formulários devidamente preenchidos, mas novas inclusões não estão descartadas. “O período de consulta pública serve exatamente para que a sociedade possa contribuir.” O novo rol entrará em vigor em janeiro.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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