Com 1,7 milhão de eleitores, RMVale tem potencial para eleger sete deputados estaduais e cinco federais
O número de eleitores na RMVale cresceu 6,7% de 2010 para 2014, segundo balanço divulgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Com 1.752.940 de eleitores, a região possui potencial de votos para eleger mais candidatos, ultrapassando os cinco atuais deputados que representam a bancada na região.


Número de eleitores na RMVale cresceu 6,7% de 2010 para 2014
Divulgação
O número de eleitores na RMVale cresceu 6,7% de 2010 para 2014, segundo balanço divulgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Com 1.752.940 de eleitores, a região possui potencial de votos para eleger mais candidatos, ultrapassando os cinco atuais deputados que representam a bancada na região.
Hoje, o Vale do Paraíba tem quatro deputados estaduais (Hélio Nishimoto (PSDB), Padre Afonso Lobato (PV), Alexandre da Farmácia (PP) e Marco Aurélio (PT)) e apenas um representante no Congresso, Emanuel Fernandes (PSDB). Para especialistas, neste ano seria possível eleger 12 deputados, sendo cinco federais e sete estaduais.
Analisando o potencial de votos, os maiores polos são em São José dos Campos com 474.012 eleitores, Taubaté (219.910) e Jacareí (160.048).
Na avaliação de Maurício Cardoso do Rêgo, cientista político e professor da Unitau (Universidade de Taubaté), a região apresenta representatividade para o cenário eleitoral, se tornando vitrine para os principais partidos políticos galgarem eleitores.
O cientista afirma que a região pode ampliar a sua bancada para cinco deputados federais e mais de sete deputados estaduais, caso os candidatos da região sejam a preferência do eleitor.
Nesta disputa, também é levado em conta o quociente eleitoral, que é a soma das sobras dos votos do partido e o total de votos atribuídos para a legenda. Com essa soma, é possível computar a quantidade de candidatos que podem ser eleitos para os cargos.
“Com o quociente de 300 mil votos para eleger um deputado federal, poderíamos quintuplicar na região o número de representantes no Congresso e ampliar as cadeiras também na Assembleia Legislativa”, afirma o especialista.
Rêgo ressalta que no período eleitoral há o surgimento de candidatos forasteiros que acabam ‘abocanhando’ os votos. “O processo de votação não é coeso, pois a vontade de votar é um fator e o potencial de votos evapora-se com o aparecimento de candidatos que não têm nada a ver com a região”, comenta.
Legenda
Sobre o processo eleitoral, o cientista político explica que os votos são computados por legenda e não por candidato. “O equívoco está ao pensar que votando no candidato não vai depositar o voto no partido. É ao contrário, o voto é computado para a legenda, que faz parte da somatória do coeficiente eleitoral”, completa.
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