Di María, um dos “sortudos” companheiros de Messi
Ángel Di María sabe que um dia poderá contar a seus netos que jogou ao lado de Lionel Messi. É verdade que esse fato pouco importa no momento, principalmente às vésperas de mais uma partida importante da Argentina na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em que estará em jogo o primeiro lugar do Grupo F. No entanto, essa condição de contemporâneo da “Pulga” permite que o meia faça uma comparação interessante entre a atual seleção e aquela que foi campeã mundial no México 1986, uma equipe que também contou com a liderança de um gênio: Diego Maradona.


Di Maria e Messi em treino da Argentina
Getty Images/Fifa
Ángel Di María sabe que um dia poderá contar a seus netos que jogou ao lado de Lionel Messi. É verdade que esse fato pouco importa no momento, principalmente às vésperas de mais uma partida importante da Argentina na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em que estará em jogo o primeiro lugar do Grupo F. No entanto, essa condição de contemporâneo da “Pulga” permite que o meia faça uma comparação interessante entre a atual seleção e aquela que foi campeã mundial no México 1986, uma equipe que também contou com a liderança de um gênio: Diego Maradona.
“Tanto aqueles que jogaram com Diego como nós, que hoje jogamos com Leo, tivemos muita sorte”, disse Di María à FIFA. “Assim como conseguiram fazer Maradona jogar seu melhor futebol, hoje temos que fazer o mesmo com Messi. Acho que ele está atravessando um grande momento e espero que continue assim”, acrescentou o jogador de 27 anos, que atuou ao lado do camisa 10 também na África do Sul 2010.
Durante a entrevista, Di María mostrou ser rápido também fora de campo. Convocado a opinar sobre a riqueza individual de ambos os elencos para rodear seu astro principal, o meia driblou a pergunta com habilidade. “Esta seleção pode ter jogadores mais técnicos que os daquela época, mas o que importa hoje é como podemos dar respaldo a Leo. A ideia é que ele se sinta o mais à vontade possível. No final, isso é o mais importante para todos nós”, explicou.
E de fato é o que tem feito a diferença. “Em dois jogos difíceis (Bósnia e Herzegovina e Irã), nos quais não estávamos conseguindo encontrar os espaços, apesar dos nossos esforços, ele apareceu de repente nos momentos cruciais. O que interessa é que já estamos nas oitavas de final”, completou Di María, que, contra a Nigéria, disputará sua partida de número 50 com o uniforme nacional.
Outra pedreira pela frente
Na hora de analisar o rival africano da última rodada, o jogador do Real Madrid respondeu sem rodeios. “Será mais uma seleção difícil, como vimos contra a Bósnia, que todos apontavam como candidata à classificação para a próxima fase. Certamente eles tentarão se defender bem e nos contra-atacar, mas há jogadores que podem decidir a qualquer momento”, alertou Dí Maria, que marcou o gol da vitória argentina diante da Nigéria na final dos Jogos Olímpicos de 2008.
Considerando toda a dificuldade que a Argentina teve para penetrar nas defesas adversárias até aqui, uma pergunta se impõe: é preciso ter um plano B na manga? “Isso cabe ao treinador”, rebateu sem titubear o dono da camisa 7 albiceleste. “É ele quem decide se jogamos de uma maneira ou de outra. Nós procuramos nos adaptar ao que ele nos pede e fazer o melhor possível dentro de campo para ganhar.”
Apesar da resposta, Di María não hesitou em apontar a receita ideal para encarar o duelo contra os nigerianos. “Como nos outros jogos, precisamos ter paciência para encontrar os espaços no ataque e poder fazer os gols. Além disso, movimentar a bola e buscar o companheiro disponível, o que exigirá que também nos movimentemos”, afirmou.
E caso nada disso dê certo, sempre é possível contar com a genialidade de Messi. “Sim. Temos que dar graças por ele ser argentino!”
(*com informações do site da Fifa)
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